O começo do fim: a entrevista final.

Oi, amores!!!

Hoje é um dia feliz e triste ao mesmo tempo. Estamos terminando um ciclo!

Foram tantas coisas até aqui, entrevistas maravilhosas, pessoas indescritíveis que pudemos conhecer um pouquinho mais em cada palavra, em cada pergunta.

Eu amei tanto fazer parte dessa parceria com a Naiara, minha parceira na vida, na morte e até o infinito.

Adorei as lives, as entrevistas no whatsapp, as entrevistas escritas… Tudo foi perfeito e incrível, e vocês nos proporcionaram isso.

À todos vocês que fizeram parte do Darkneiras ou acompanharam o projeto, o meu — o nosso — muito obrigada.

Pra fechar essa etapa com chave de ouro, a nossa entrevista de hoje ficou à cargo de uma autora chocolatinho apimentado do Dark: Patrizia Evans.

Espero que vocês gostem tanto quanto eu. Relaxem, levantem suas taças e brindem — esse é nosso ato final.

1) Acho que a primeira pergunta que vem à mente quando se inicia um diálogo com uma escritora é: “Como você começou?” Quando foi que você teve o estalo de que o mundo da escrita era um caminho a ser trilhado?

Desde os meus oito anos. Sempre gostei de escrever quando entrei na primeira biblioteca da minha vida, onde era na minha segunda escola. Mas comecei a escrever com mais vontade dos 11 aos 13 anos, desde então não parei mais.

2) Pra você, qual o significado ser uma escritora brasileira do gênero Dark nos dias atuais? Qual o principal sentimento que você tem com relação a isso?

É bom, sempre gostei de gêneros com temas obscuros, mas com um toque de romance. Quando o Dark romance se expandiu para outros temas ficou mais fácil de ter uma estória com personagens envolvidos com crimes, mais aceito entre os leitores. E isso é bom.

3) Por qual motivo você escolheu esse gênero literário?

Na verdade eu não escolhi, sempre escrevi livros do gênero desde que li meu primeiro livro de romance erótico. Escrever livros com subtema de máfia existe em mim desde 2013, mas eu não tinha coragem de expor o conteúdo porque não saberia se seria aceito tão facilmente para os leitores, mas me enganei, e vi que aos poucos livros como esses começaram a ganhar destaque a partir de 2016, aqui no Brasil, se não me engano.

4) O que a literatura significa na sua vida?

Tudo. Não me vejo sem ela, ler, escrever, faz parte da minha essência. Sinto-me honrada por amar algo tão único e sem defeitos, mesmo sendo no Brasil.

5) Como autora do gênero dark, você costuma trazer à vida personagens complexos e profundos, muitas vezes com um passado sombrio que os fizeram ser quem são. O que você sente enquanto os cria? Como é esse processo?

Eu preciso abrir a minha mente a isso, preciso não ter preconceitos e ser crítica para criar um ser humano fictício com um passado conturbado. Então eu me coloco no lugar do(a) personagem, preciso que a minha mente torna-se deles, é um processo complexo, escrevo há mais de oito anos e isso nunca mudou. Não é fácil criar uma pessoa, você precisa se colocar no lugar dela, precisa sentir o que ela sente, dessa forma a estória sai perfeita e sem confundir os leitores.

6) Já criou algum personagem baseado em alguém real?

Sim, quase todos da série Submundo tem um pouco de pessoas que já passou na minha vida e também há parte de mim em cada um deles. A personagem Chloe Gratteri é uma mistura minha e com a minha irmã mais velha, mas apenas a parte da sua personalidade forte e autêntico rsrs.

7) Você fica apreensiva com os momentos tensos nas suas histórias?

Não mais, com o decorrer dos anos você já se acostuma com isso e não fica mais tão difícil como era no começo de tudo.

8) Teve algum momento em que você precisou mudar alguma coisa nos seus livros por achar “pesado” demais, ou que não tomou a proporção que queria?

Claro, acho que todos os autores do mundo passam por isso. No meu caso, eu escrevo algo em tal dia, mas no dia seguinte tenho uma ideia melhor que a primeira e acabo mudando. Mas em relação de cenas mais pesadas eu nunca mudei por ser…pesada. Minhas estórias precisam ter isso.

9) Você possui uma rotina de escrita?

Antes, sim, mas agora, não. Vivo da escrita, isso é fato, mas rotina é algo monótono e acabava me dando bloqueios. Então eu faço quando estou muito inspirada, escrevo sem pressão nenhuma de pensar “meu Deus, preciso postar capítulo e agora? Preciso lançar o livro em tal dia mas ainda ele está em processo de finalização”, já passei dessa fase, isso acaba prejudicando o meu trabalho e a minha mente. Rotina nao é compatível com a escrita, resumidamente.

10) É hora de escrever um novo livro com determinado tema ou plano de fundo, e isso geralmente envolve muito planejamento e pesquisas. Como funciona esse momento pra você?

Eu crio a estória antes de começar a expô-la aos leitores. Faço o ínicio, meio e fim nas minhas notas com uma pesquisa pesada e detalhada sobre tudo o que será descrito na estória. De nomes até a cor da casa do personagem, com bastante atenção e sem deixar nada sem nexo. É a parte que eu mais gosto no meu trabalho.

11) Você ainda sente dificuldade para escrever? Qual o momento mais trabalhoso?

Sim, faz parte ter dificuldades. Mas não deixo isso me dominar, geralmente o momento mais complicado é criar o personagem. As suas manias, o seu jeito de pensar totalmente diferente ao falar, criar o personagem é sempre mais complicado porque requer atenção dobrada.

12) Na maioria das vezes, escrever envolve muitos contratempos. Como você lida com eles?

Calma, entrar em desespero ou ficar estressada não resolve nada. Lido com isso numa boa.

13) Na hora de escolher os nomes para os personagens, você prefere nomes brasileiros ou internacionais?

Ambos, não tenho preferência. Mas confesso que nomes brasileiros são mais atrativos, possuem mais sensualidade, assim como os americanos.

14) Agora vem uma pergunta que quase todo mundo acha difícil: Qual o seu personagem favorito nas obras que você escreveu? Por quê?

Difícil mesmo. Mas eu gosto do Lucco Gratteri, pois todos leram a trajetória da sua mudança, os seus demônios serem derrotados aos poucos, assisti-lo se apaixonar, o que era algo que todos pensaram que nunca aconteceria. Ele mudou radicalmente, resolveu se tornar um homem com honra e eu admiro isso. Mas é claro que há outros em minha mente, como a Chloe Gratteri que era arrogante e pensava em si mesma, mas para salvar a família colocou as necessidades dos outros acima das dela. Ela mudou muito também e eu amo com força, essa mulher.

15) Se você pudesse ser algum personagem de algum livro seu, quem seria?

Advinha? Chloe Gratteri sem sombra de dúvidas. Ela é forte e destemida, adoro a sua autoridade e o seu feminismo.

16) Grande parte do sentido do trabalho de um autor está nos leitores. São eles quem impulsionam e dão um retorno, na maioria das vezes. Qual é a sua relação com seus leitores? Eles opinam sobre o rumo que as histórias tomam?

Sim, isso existe através de autor/leitor, e eles precisam estar próximos de nós, tenho contato com várias leitoras e leitores, mas algumas são até amigas mais próximas de mim que me acompanham desde o meu início no wattpad.

17) Qual a sensação de ter um livro publicado?

Sentimento de tarefa cumprida, não existe sensação melhor do que finalizar um livro e publicá-lo.

18) Você já sofreu preconceito por escrever romances dark? Se sim, de quem?

Nunca. Todos que se aproximam de mim, me elogiam e nunca foram pessoas desnecessárias pelo fato dos meus livros terem subtemas mais pesados.

19) Você contou com o apoio da sua família na hora de escolher a profissão de escritora?

Na verdade eu não escolhi, isso surgiu de repente dentro de mim quando eu era muito nova. Mas desde sempre a minha família, meu marido e amigos sempre me apoiaram em tudo. E agradeço a eles pelo incentivo.

20) Qual a sensação de concluir um livro e publicá-lo?

Como eu disse anteriormente, de tarefa cumprida. A melhor sensação que qualquer escritor possa sentir. Esplêndida.

21) A maioria das autoras nacionais da atualidade publicaram suas obras de forma independente, até mesmo devido às crises editoriais que já viraram rotina no Brasil. Você optou por seguir essa linha? De que maneira você lidou com o lado burocrática dessa parte da escrita? Valeu a pena?

Desde que a série Submundo ganhou destaque eu recebia e-mails de algumas editoras para publicar os livros, já recebi convite de editoras de Portugal também, mas nunca aceitei porque eu reconheço o esforço que tenho e aceitar que outra pessoa possua os seus direitos autorais talvez apenas para ganhar dinheiro, isso não funciona comigo. Sempre fui autora independente com a série até os novos livros, e nunca tive problemas com isso, eu vivo disso, nunca passei por uma crise ou esquecimento. Novos leitores chegam diariamente e é maravilhoso ter o seu trabalho reconhecido. Então, para mim, está tudo bem.

22) Qual a forma que você escolheu para divulgar as suas obras? Como você acha que os blogs, IG’s literários e outros meios impactam os novos leitores?

Exatamente com os citados na pergunta. Faço parceria com ig’s literários, fazemos acordos e eles me divulgam. Também fecho pacotes com alguns perfis de divulgações e acredito que valha a pena, mas é preciso escolher com sabedoria porque há alguns que estão atrás de dinheiro e de livros grátis.

23) Além do trabalho como escritora, você possui outra profissão? Quais são os seus hobbies?

Não. Eu trabalhava na área de administração e logística, mas na época resolvi deixar de lado e focar cem por cento na escrita. Eu gosto e amo assistir séries investigativas e documentários de crimes organizados, além disso saio com as pessoas certas e que amo, pois eles também me inspiram em relação ao meu trabalho.

24) Quais novidades podemos esperar para o fim deste ano ou do próximo?

O último livro da trilogia Ndrangheta, Flame and Burn, chegará esse ano no wattpad, mas terá poucos capítulos. Muitas pessoas estão loucas para os desfechos das estórias anteriores e elas terão a chance de lê-los no wattpad, pois sei que nem todos os leitores têm condições de adquirir os e-books na Amazon. E ano que vem chegará novas estórias com os mesmos gêneros.

25) Pra finalizar essa entrevista, uma última pergunta: Que conselhos você daria para si mesma se pudesse voltar para o momento em que iniciou sua carreira como escritora?

Sabe aquelas pessoas que enganaram você? Que também não acr

Entrevista escrita Darkneiras: Deah Saints

Oi, meus nenéns. Era iniciozinho da madrugada e eu aqui editando a entrevista de hoje. Eu não estava aguentando esperar até um horário mais acessível, e queria vir correndo postar mimos pra vocês.

Hoje é dia de entrevista com Deah Saints, um amorzinho de autora, muito dedicada ao trabalho e a escrita.

Espero que vocês gostem da entrevista que ela nos deu.

1) Acho que a primeira pergunta que vem à mente quando se inicia um diálogo com uma escritora é: “Como você começou?” Quando foi que você teve o estalo de que o mundo da escrita era um caminho a ser trilhado?

Costumo dizer que tudo começou quando a imaginação não coube mais apenas na mente, isso aconteceu a 5 anos atrás.



2) Pra você, qual o significado ser uma escritora brasileira do gênero Dark nos dias atuais? Qual o principal sentimento que você tem com relação a isso?

Para mim é uma honra pois, o gênero dark nos da a liberdade de usar a imaginação em uma realidade aumentada.



3) Por qual motivo você escolheu esse gênero literário?

Porque sou apaixonada pelo mundo dah fantasia, desde criança eu sempre amei tudo que envolve esse gênero.

4) O que a literatura significa na sua vida?

Um universo inteiro, uma segunda dimensão onde tenho a libertade de editar e me teletransportar para lá a hora que eu quiser.

5) Como autora do gênero dark, você costuma trazer à vida personagens complexos e profundos, muitas vezes com um passado sombrio que os fizeram ser quem são. O que você sente enquanto os cria? Como é esse processo?

A criação dos personagem se dá antes da escrita do livro costumo imagina-los, sentir o que ele sentem para escrever algo realista.


6) Já criou algum personagem baseado em alguém real?

Sim. O personagem Adam Hunter do meu livro A Origem Oculta foi baseado no meu namorado.

7) Você fica apreensiva com os momentos tensos nas suas histórias?

Sim, me envolvo muito na história quero sempre retratar algo bem realista, eu sinto tudo junto com o texto.

8) Teve algum momento em que você precisou mudar alguma coisa nos seus livros por achar “pesado” demais, ou que não tomou a proporção que queria?

Até o momento não. Eu sempre procuro ponderar, não usaria a palavra sensurar, mas ponderar por que quando escrevemos, temos que ter em mente a responsabilidade com nossos leitores.

9) Você possui uma rotina de escrita?

Sim, sempre à noite na tranquilidade, deitada na cama, mas ultimamente escrevo também no cominho de volta pra casa, pois é quando eu elevo meus pensamentos para a paisagem, as pessoas andando na rua e etc.

10) É hora de escrever um novo livro com determinado tema ou plano de fundo, e isso geralmente envolve muito planejamento e pesquisas. Como funciona esse momento pra você?

Nessas horas qualquer ajudinha cai bem, internet, outro e livros, imagens etc. Eu tenho uma conexão muito boa com as imagens, visualizo elas é já imagino uma história ali.

11) Você ainda sente dificuldade para escrever? Qual o momento mais trabalhoso?

Para mim é o genro mais fácil de escrever porque eu sempre amei, e eu leio muito livros de fantasias darks. Mas acredito que o momento mais trabalhoso de se escrever um livro seja a criação da situação, porque é onde o autor terá que conquistar a atenção do leitor.

12) Na maioria das vezes, escrever envolve muitos contratempos. Como você lida com eles?

Levo muito tempo para desenrolar, por isso nunca escrevo livro com data de término, leio e releio várias vezes para poder postar cada capítulo.



13) Na hora de escolher os nomes para os personagens, você prefere nomes brasileiros ou internacionais?

Escolho aleatoriamente, me atento mais para os significados e lugar onde se passa a história.



14) Agora vem uma pergunta que quase todo mundo acha difícil: Qual o seu personagem favorito nas obras que você escreveu? Por quê?

Hellen, porque ela é uma personagem forte e protetora, e que coloca sua família acima de tudo, não tem medo de sonhar e acredita em coisas impossíveis.



15) Se você pudesse ser algum personagem de algum livro seu, quem seria?

Do livro Sonhos (gênero dark), queria ser a Hellen pela sua coragem de enfrentar os problemas e defender as pessoas que ama.



16) Grande parte do sentido do trabalho de um autor está nos leitores. São eles quem impulsionam e dão um retorno, na maioria das vezes. Qual é a sua relação com seus leitores? Eles opinam sobre o rumo que as histórias tomam?

Relação ótima mas tímida ainda devido o número reduzido de leitores. Opinam sim mas tudo depende de uma boa análise para ser escrito.


17) Qual a sensação de ter um livro publicado?

Ainda não tenho livros publicados por editora. Mas tenho publicados no wattpad e já é um orgulho enorme ter conseguido concluir e publica-los.


18) Você já sofreu preconceito por escrever romances dark? Se sim, de quem?

Não. Preconceito em si não, apenas convivo com pessoas que não concordam com esse tipo de subgênero literário.



19) Você contou com o apoio da sua família na hora de escolher a profissão de escritora?

Não, apenas da minha irmã, minha família é tradicional demais e não concordam a profissão de se escrever conteúdo maduro.



20) Qual a sensação de concluir um livro e publicá-lo?

Ótima. Sensação de dever cumprido, porque de certa forma até a conclusão de um livro, temos uma sensação de que não vai dar certo.



21) A maioria das autoras nacionais da atualidade publicaram suas obras de forma independente, até mesmo devido às crises editoriais que já viraram rotina no Brasil. Você optou por seguir essa linha? De que maneira você lidou com o lado burocrática dessa parte da escrita? Valeu a pena?

Sim. Quando se publica virtualmente a parte burocrática cai quase que toda, por outro lado não é fácil a auto critica na hora das ediçõe. Mas sim, valeu a pena.



22) Qual a forma que você escolheu para divulgar as suas obras? Como você acha que os blogs, IG’s literários e outros meios impactam os novos leitores?

Redes sociais.

As pessoas estão na internet então é lá no ambiente delas que a divulgação dos livros através das mídias alcançam um maior número de leitores.


23) Além do trabalho como escritora, você possui outra profissão? Quais são os seus hobbies?

Sou professora de informática e artesã.

Meus hobbies são cantar, ler, escrever e maratonar séries.


24) Quais novidades podemos esperar para o fim deste ano ou do próximo?

Termino do livro Sonhos e mais o próximo volume.



25) Pra finalizar essa entrevista, uma última pergunta: Que conselhos você daria para si mesma se pudesse voltar para o momento em que iniciou sua carreira como escritora?

Não desistir da escrita, por que os livros salvam vidas. E mesmo que alguém lhe diga que você não vai conseguir não acredite

Essa foi a entrevista de hoje, meus amores! Mais um passo dentro do projeto Darkneiras com o blog Pecadora Literária da Naiara Bacelar, que nos trouxe tanta coisa maravilhosa. E que venham novas entrevistas e novidades!

Beijooos e até mais!!! Amo vocês!

Entrevista escrita: muitas emoções

Oi, meus amores queridos! Cheguei, cheguei!

Vocês estavam com saudades?

É bem verdade que eu tenho dado algumas sumidas durante a semana (procrastinador fazendo procrastinices. Esse é o meu eu de agora revirando os olhos), mas eu trago presentinhos.

Hoje teremos a entrevista da maravilhosa Louise Akaboshi, uma carioca de 24 anos e escritora de mão cheia. Além dessa entrevista incrível , como mimo para vocês, vou disponibilizar também, em um outro post, a entrevista da Deah Saints, outra autora amorzinho do meu gênero pimenta e chocolate.

Como podem ver, vai ser um dia divoso, com esse tanto de mulher perfeita estrelando. Vamos lá?

Luz… Brilho… Ação!

1) Acho que a primeira pergunta que vem à mente quando se inicia um diálogo com uma escritora é: “Como você começou?” Quando foi que você teve o estalo de que o mundo da escrita era um caminho a ser trilhado?

Tudo começou no final de 2016 quando conheci o wattpad. Eu sempre amei ler, mas nunca tinha pensado sobre estar do outro lado. Até que depois de ler inúmeras obras de autores iniciantes e que eram realmente boas, comecei a pensar sobre a hipótese de tentar. Apesar de nunca ter feito nada parecido, cheguei à conclusão que não custava nada dar esse primeiro passo. Se não desse certo, pelo menos eu teria a experiência. Pouco mais de três anos depois, fico feliz pela dose de coragem. Conquistei muito mais do que leitores e números, mas pessoas que irei levar para o resto da vida.


2) Pra você, qual o significado ser uma escritora brasileira do gênero Dark nos dias atuais? Qual o principal sentimento que você tem com relação a isso?

Ousadia, coragem e pura loucura.



3) Por qual motivo você escolheu esse gênero literário?

Num geral, aquilo que é sombrio, perigoso, nos traz curiosidade. E eu gosto muito de ler personagens que fogem do comum. Adoro ver as camadas na personalidade, os pontos de conflito, de dúvida, da quebra da moral. Porque eles nos fazem pensar, colocar as nossas próprias certezas e convicções em cheque. E essa é a beleza desse gênero. Ele te incomoda, faz refletir, e muitas vezes ficar do lado daqueles moralmente indefensáveis.



4) O que a literatura significa na sua vida?

Tudo.



5) Como autora do gênero dark, você costuma trazer à vida personagens complexos e profundos, muitas vezes com um passado sombrio que os fizeram ser quem são. O que você sente enquanto os cria? Como é esse processo?

Esse processo é um tanto engraçado comigo porque eu não os crio, por assim dizer, eles já vêm prontos. Só tenho que trazê-los à vida, no final.



6) Já criou algum personagem baseado em alguém real?

Ainda não.



7) Você fica apreensiva com os momentos tensos nas suas histórias?

Não sei se seria apreensão, mas ansiosa pra escrever o desenrolar de tudo.
Por saber o que vai acontecer, é uma animação extasiante escrever o clímax da trama.


8) Teve algum momento em que você precisou mudar alguma coisa nos seus livros por achar “pesado” demais, ou que não tomou a proporção que queria?

Não, não. Na verdade, já reescrevi cenas justamente para deixá-las mais pesadas rs.



9) Você possui uma rotina de escrita?

Não como gostaria ainda. Mas quero, pelo menos, escrever mil palavras por dia. Ter uma rotina é essencial pra tudo na vida, inclusive na escrita. Ajuda a evitar bloqueios, ajudar na criatividade, melhorar sua narrativa e mais um tanto de coisas.



10) É hora de escrever um novo livro com determinado tema ou plano de fundo, e isso geralmente envolve muito planejamento e pesquisas. Como funciona esse momento pra você?

Eu pesquiso bastante para não falar nada incorreto. Como autora, tenho consciência do meu papel, e de como escrever informações imprecisas é prejudicial. Então eu caio de cara. Leio artigos científicos, matérias, entrevistas, falo com especialistas da área. Tudo contribui e torna a obra mais completa e acurada.



11) Você ainda sente dificuldade para escrever? Qual o momento mais trabalhoso?

Às vezes, confesso. As ideias estão na cabeça, mas não consigo colocá-las do jeito que quero no papel. Então assisto série, leio alguma coisa, e então volto. E durante as madrugadas é onde me sinto mais inspirada (adeus sono). Por incrível que pareça, os momentos de tensão eu escrevo super rápido. Mas de tudo, os começos são o que me pegam.



12) Na maioria das vezes, escrever envolve muitos contratempos. Como você lida com eles?

Tento não me desesperar e entender que às vezes preciso dar um passo pra trás, respirar fundo, colocar as ideias em ordem e então voltar. Entendo que as coisas tem um tempo, então procuro não entrar num espiral de ansiedade e nervosismo. Já estive lá e é terrível.



13) Na hora de escolher os nomes para os personagens, você prefere nomes brasileiros ou internacionais?

Não tenho preferência, mas amo escolher nomes fortes. Fora que eu gosto de pesquisar o significado. Sou meio fissurada nisso.


14) Agora vem uma pergunta que quase todo mundo acha difícil: Qual o seu personagem favorito nas obras que você escreveu? Por quê?

Dylan. Ele é muito honesto em tudo que sente, não omite nada. E tem seu jeito todo particular de fazer e dizer as coisas. Mas é o coração que me conquista. Tenho um orgulho danado dele.



15) Se você pudesse ser algum personagem de algum livro seu, quem seria?

Ekaterina. Ela é uma das mulheres mais incríveis que já vi, além de ter ao seu lado o amor da minha vida, vulgo Dylan.



16) Grande parte do sentido do trabalho de um autor está nos leitores. São eles quem impulsionam e dão um retorno, na maioria das vezes. Qual é a sua relação com seus leitores? Eles opinam sobre o rumo que as histórias tomam?

Todo autor diz que tem os melhores leitores do mundo. E eu digo que tenho os melhores leitores do mundo HAHAHA.
Eu sou grata demais a cada um deles, se estou aqui hoje, eles têm muita responsabilidade. Porém, por mais que os ame loucamente, o rumo da história é um, independentemente do que queiram.



17) Qual a sensação de ter um livro publicado?

A melhor possível. É ter plena certeza que sonhos se realizam.



18) Você já sofreu preconceito por escrever romances dark? Se sim, de quem?

Até hoje não.



19) Você contou com o apoio da sua família na hora de escolher a profissão de escritora?

Tenho a impressão de que ainda não caiu a ficha deles de que essa é a minha profissão, mas o apoio pra escrever sempre foi incondicional. E me considero muito sortuda por isso.



20) Qual a sensação de concluir um livro e publicá-lo?

É uma explosão de sentimentos. Mas o alívio, satisfação e frenesi são muito fortes. O gosto de dever cumprido é incrível. Com certeza nada que senti na vida pode se comparar.



21) A maioria das autoras nacionais da atualidade publicaram suas obras de forma independente, até mesmo devido às crises editoriais que já viraram rotina no Brasil. Você optou por seguir essa linha? De que maneira você lidou com o lado burocrática dessa parte da escrita? Valeu a pena?

Antes da publicação independente na Amazon, recebi algumas propostas de editoras. E digo que, até agora, a melhor escolha que fiz foi continuar solo. São muitas variáveis e questões que nem sempre são vantajosas ao se deixar outro(s) tomarem a frente da sua obra. E quando a escrita é a sua única ou principal fonte de renda, é preciso analisar com calma cada número e vírgula. Por agora, está se provando a escolha acertada, o que não impede no futuro que eu publique por uma editora.



22) Qual a forma que você escolheu para divulgar as suas obras? Como você acha que os blogs, IG’s literários e outros meios impactam os novos leitores?

Como sou autora iniciante na Amazon, ainda não possuo uma base tão grande como tantos outros, mas tenho meninas maravilhosas do meu lado, de leitoras a autoras amigas que ajudam bastante. Então são várias mãozinhas nos grupos de Facebook e Instagram.
O trabalho dos IG’s são de importância vital. Os leitores, num geral, são muito influenciados por opiniões de terceiros, ainda mais quando se trata de livros que não conhecem. Então são os IG’s que fazem esse “meio de campo”. Eles têm um poder que os autores não são detentores, o que os transformam num pilar que faz o mundo literário ser tão abrangente.



23) Além do trabalho como escritora, você possui outra profissão? Quais são os seus hobbies?

Sou Técnica em Controle Ambiental, mas não exerço a profissão. Ao longo dos anos trabalhei em alguns lugares, mas hoje a escrita é a minha única ocupação.
Eu sou a louca dos esportes, então no meu tempo livre é quase certo de estar assistindo alguma coisa: futebol, tênis, vôlei, basquete, amo de tudo um pouco. Netflix é minha melhor amiga nas madrugadas e o Youtube no resto do tempo. E claro, livros; devoro-os sem moderação.



24) Quais novidades podemos esperar para o fim deste ano ou do próximo?

Um livro em parceria com uma leitora que virou irmã, uma comédia romântica com aquele mocinho e seu sorriso cafajeste que amamos tanto, e o lançamento do livro que todos os dias as leitoras me pedem haha Dylan vem aí para o bem da nação.



25) Pra finalizar essa entrevista, uma última pergunta: Que conselhos você daria para si mesma se pudesse voltar para o momento em que iniciou sua carreira como escritora?

Que apesar das frustrações e desânimo, vale a pena. Realizar nossos sonhos não é fácil, sempre requer uma dose de lágrimas, um pouco de desespero e o sentimento de que não vai dar certo, mas um caminho cheio de pedras não significa o fim da linha, mas que estamos na direção certa. Nos nossos dias ruins é a escrita que nos salva, então se agarre à ela. E não duvide de você, mesmo que os outros o façam. Você deve ser a primeira a amar a sua criação.

Aiii gente!!!! Me deu um quentinho no coração por ler essa entrevista tão gostosa e levinha.

Essa entrevista é resultado da parceria entre a Naiara Bacelar do blog Pecadora Literária, e eu. Confiram lá o blog dela, é simplesmente mara!

Obrigada por lerem até aqui, eu amo vocês!

Entrevista escrita: o dark, a dança e o talento

Oi, oi, oi, meus amorzinhos. Isso aqui não é o início da música do Latino — não, você não se enganou, é aquela mesma que foi o tema de abertura da novela das nove —, mas eu cheguei chegando pra dizer pra vocês que hoje temos entrevista!!! Sim, meus doces, a entrevista de hoje é com mais uma escritora amorzinho do projeto Darkneiras. O nome da pequena musa é Carla Dias — a Carlinha, como eu ousadamente apelidei enquanto falava com a Naiara — , uma alagoana de 22 anos, estudante de publicidade extremamente apaixonada por seus personagens mafiosos.

Bora lá conhecer essa mulher maravilhosa? Sigam-me os bons e vamos começar!

1) Acho que a primeira pergunta que vem à mente quando se inicia um diálogo com uma escritora é: “Como você começou?” Quando foi que você teve o estalo de que o mundo da escrita era um caminho a ser trilhado?


Em 2016 fiquei totalmente viciada em estórias que envolviam a máfia, era uma adrenalina insana ler cada página de cada livro, comecei a criar estórias na minha cabeça, então, um certo dia pensei: eu deveria passar isso para o papel. Peguei um caderno velho e comecei a escrever nele, depois passei para o wattpad, meses depois eu tinha um livro completo.


2) Pra você, qual o significado ser uma escritora brasileira do gênero Dark nos dias atuais? Qual o principal sentimento que você tem com relação a isso?


Sem dúvidas significa ter em mãos um grande desafio, o gênero Dark ainda continua sendo estereotipado no meio literário brasileiro. Me sinto eufórica em saber que coloco no papel estórias de pessoas quebradas, mas que podem sim ter um final feliz.


3) Por qual motivo você escolheu esse gênero literário?


Na verdade, brinco que foi esse gênero que me escolheu, quando tomei a decisão de escrever uma série no universo da máfia, ainda que meus livros não sejam tão pesados em alguns sentidos, o Dark acabou vindo de brinde. Sou muito grata por isso.


4) O que a literatura significa na sua vida?


A literatura significa liberdade, os livros me libertaram como leitora e libertaram as várias vidas presas em mim, como autora.


5) Como autora do gênero dark, você costuma trazer à vida personagens complexos e profundos, muitas vezes com um passado sombrio que os fizeram ser quem são. O que você sente enquanto os cria? Como é esse processo?


Ainda estou no início do desenvolvimento de alguns personagens, estou escrevendo o terceiro livro da série, então ainda tenho alguns personagens “quebrados” para colocar no papel. Por alguns sinto compaixão, por outros sinto excitação em pensar cada ponto das suas personalidades. O processo é trabalhoso e cansativo, em alguns casos, preciso pensar como criminosos, o que torna tudo mais complexo.


6) Já criou algum personagem baseado em alguém real?


Não de forma literal, mas diria que as personagens principais dos dois primeiros livros tem pontos parecidos comigo.

7) Você fica apreensiva com os momentos tensos nas suas histórias?


Sim! Cheguei até a chorar em vários momentos do segundo livro.


8) Teve algum momento em que você precisou mudar alguma coisa nos seus livros por achar “pesado” demais, ou que não tomou a proporção que queria?


Várias vezes, sempre penso em o quanto aquilo pode causar gatilho em alguém que esteja lendo.


9) Você possui uma rotina de escrita?


Infelizmente ainda não, a faculdade toma muito do meu tempo, por esse motivo acabo não conseguindo organizar uma rotina de escrita. Mas, futuramente pretendo sim.


10) É hora de escrever um novo livro com determinado tema ou plano de fundo, e
isso geralmente envolve muito planejamento e pesquisas. Como funciona esse
momento pra você?


Primeiro penso o que quero para aquela determinada estória, caso fique decidido
que terá um tema como foco, faço várias pesquisas, entro de cabeça no assunto.
Um exemplo é a estória da Sofia, no livro 2, ela tem bulimia com traços de
anorexia, cheguei até a procurar relatos reais, para ter certeza de que estava indo
no caminho certo.


11) Você ainda sente dificuldade para escrever? Qual o momento mais trabalhoso?


Muita, minha maior dificuldade sem dúvidas é passar a ideia para o papel, eu se exatamente como quero aquele determinado capítulo, mas travo, algumas vezes demoro para finalmente colocar aquilo em palavras. A metade do livro para o final é sempre mais trabalhoso.


12) Na maioria das vezes, escrever envolve muitos contratempos. Como você lida com eles?


Tento lidar da maneira mais calma, sem perder o foco, mas, confesso que é muito complicado.


13) Na hora de escolher os nomes para os personagens, você prefere nomes brasileiros ou internacionais?


Nenhum dos meus livros se passam no Brasil, então acabo preferindo internacionais. Porém, alguns nomes são bem conhecidos pelos brasileiros.


14) Agora vem uma pergunta que quase todo mundo acha difícil: Qual o seu personagem favorito nas obras que você escreveu? Por quê?


É complicado falar apenas um, mas, a Sofia tem um lugar especial no meu coração, por ela ter sido a mais complexa até então, tirou minhas noites de sono. Me sinto grata por no fim tudo ter dado certo.


15) Se você pudesse ser algum personagem de algum livro seu, quem seria?


Lunna, ela é empoderada, sabe o que quer e como quer.


16) Grande parte do sentido do trabalho de um autor está nos leitores. São eles quem impulsionam e dão um retorno, na maioria das vezes. Qual é a sua relação com seus leitores? Eles opinam sobre o rumo que as histórias tomam?


Sempre procuro ter uma boa relação com os meus leitores, como a maioria acaba sendo mulheres, dei o apelido de “amoras”. Não costumam opinar diretamente, mas as vezes sigo uma coisa ou outra pequena sugestão que comentam ou me mandam mensagem.


17) Qual a sensação de ter um livro publicado?


Quando publiquei pela primeira vez na Amazon foi como a concretização de um sonho, achei que meu coração iria sair pela boca. Hoje estou nos preparativos para publicar em físico e isso me deixa completamente eufórica, estou me preparando para chorar quando tiver meu primeiro livro em mãos.


18) Você já sofreu preconceito por escrever romances dark? Se sim, de quem?


Não diretamente.


19) Você contou com o apoio da sua família na hora de escolher a profissão de escritora?


Minha família sempre me apoia em tudo, alguns não levaram muita fé no início, mas hoje todos me apoiam e incentivam.


20) Qual a sensação de concluir um livro e publicá-lo?

“Ufa, dever cumprido”.


21) A maioria das autoras nacionais da atualidade publicaram suas obras de forma independente, até mesmo devido às crises editoriais que já viraram rotina no Brasil. Você optou por seguir essa linha? De que maneira você lidou com o lado burocrática dessa parte da escrita? Valeu a pena?


Sim, optei por ser uma autora independente, procuro sempre contratar profissionais que me auxiliam, algumas vezes enfrento obstáculos pelo caminho, mas com certeza vale a pena.

22) Qual a forma que você escolheu para divulgar as suas obras? Como você acha
que os blogs, IG’s literários e outros meios impactam os novos leitores?


Divulgo no meu instagram e no wattpad, tenho algumas parcerias com IG’s literários, mas sempre contrato pessoas para divulgarem no facebook, instagram, whatsapp, entre outros… Os meios literários são de extrema importância, impactam de forma positiva, é através deles que os autores podem apresentar suas obras e os leitores conhecem livros novos.


23) Além do trabalho como escritora, você possui outra profissão? Quais são os seus hobbies?


Sou acadêmica de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda, pretendo atuar na área de Redatora Publicitária. Leio muitos livros nas horas vagas, mas o hobby que toma muito do meu tempo é dançar, danço quadrilha junina estilizada, ensaio o ano todo para me apresentar durante o São João, os 30 dias de
Junho, por alguns estados do país.


24) Quais novidades podemos esperar para o fim deste ano ou do próximo?


Publicação em físico do primeiro livro “A Escolha do Capo” e, entre dezembro e janeiro, publicação na Amazon do terceiro livro “A Escolha Dele”.


25) Pra finalizar essa entrevista, uma última pergunta: Que conselhos você daria para si mesma se pudesse voltar para o momento em que iniciou sua carreira como escritora?


Não desista, não se cobre tanto, você é suficiente sim e principalmente, você é capaz!

Que delícia de entrevista! Eu adorei todas as respostas. Esse projeto está me permitindo conhecer tanta gente interessante e aprender uma penca de coisas novas, mas em cada etapa dele eu sinto a força e o encantamento que tem a escrita, e o talento dessas mulheres mágicas que batalham o tempo todo para povoar a nossa imaginação de sonhos. À Carla, à todas elas e à todos vocês, o meu muito obrigado.

Valeu por me acompanharem até aqui, é sempre muito prazeroso estar na companhia de vocês!

Beijinhos de luz e escuridão,

Amo vocês!

Entrevista escrita: romance, talento e experiência

Oi, oi, oi meus dengos!!! Que tarde ensolarada, não é mesmo? Eu sei que falar do clima não é uma forma muito boa de iniciar uma conversa, mas vão perdoando a minha gafe social porque hoje eu vim trazer mimos de chocolate dark pra vocês!

Como eu sou muito boazinha, trouxe pra vocês uma caixinha de romance e talento, com a entrevista de uma das escritoras amorzinho de romances dark /erótico. Durante a nossa entrevista, a autora preferiu abordar os aspectos mais sensuais de suas obras, vocês vão amar!

Está tudo o.k. com o vinho e os pirulitos de cereja? Então apertem os cintos que a nossa viagem vai começar! Antes de iniciarmos, porém, uma pequena introdução sobre a autora do dia:

“Sue Hecker, pseudônimo de Débora Gimenez Gastaldo, nasceu em São Bernardo do Campo (SP), em 1972. Começou a escrever como um passatempo, mas essa experiência mágica logo se transformou sua atividade principal, por sua paixão pela receptividade de suas leitoras que, quase via de regra, se tornaram suas amigas. Como uma boa libriana, Sue tem a literatura com uma balança em sua vida. Gosta de um ler um pouquinho de cada gênero, no entanto sua grande paixão são os romances.”

  1. Acho que a primeira pergunta que vem à mente quando se inicia um diálogo com uma escritora é: “Como você começou?” Quando foi que você teve o estalo de que o mundo da escrita era um caminho a ser trilhado? 

Conhecer a plataforma do Wattpad possibilitou muito realizar um sonho que eu tinha. Eu sempre criei minhas histórias na cabeça, mas nunca tinha encontrado um meio de dividi-las com os leitores. 

2. Pra você, qual o significado ser uma escritora brasileira do gênero nos dias atuais? Qual o principal sentimento que você tem com relação a isso? 

Sou uma romancista nata e sonhadora. Acho que o erotismo faz parte de um relacionamento, então acho natural escrever cenas eróticas dentro do contexto. 

3. Por qual motivo você escolheu esse gênero literário?  

As coisas aconteceram naturalmente. Como uma leitora voraz do gênero, escrevo aquilo que gosto de ler.

4. O que a literatura significa na sua vida? 

Significa uma terapia: um momento de me desligar do mundo real e viajar entre as linhas e palavras.

5. Como autora do gênero, você costuma trazer à vida personagens complexos e profundos, muitas vezes com um passado sombrio que os fizeram ser quem são. O que você sente enquanto os cria? Como é esse processo?

A criação é sempre um processo de aprendizagem. De todos os personagens que dei vida, trouce algo para mim. Quanto ao processo de criação, costumo estudar muito a personalidade dos personagens, vou fundo na questão abordada. Embora seja ficção, procuro trazer a realidade o mais próxima possível.  

6. Já criou algum personagem baseado em alguém real? 

Cada personagem tem um pouquinho de alguém que já conheci, de alguém que já ouvi falar.

7. Você fica apreensiva com os momentos tensos nas suas histórias? 

É sempre uma entrega de carga emocional muito grande. Em uma das histórias, por exemplo, uma bebe morreu… e logo que terminei a cena, tive muita cólica, como se tivesse perdendo um filho. Foi uma situação chocante e é sempre assim quando algo mais profundo acontece.

8. Teve algum momento em que você precisou mudar alguma coisa nos seus livros por achar “pesado” demais, ou que não tomou a proporção que queria?

A história da maior vilã que escrevi, não foi nada fácil. Apaguei três livros praticamente pela metade, até ela decidir realmente tomar a frente e me ditar a sua história. Geralmente, deixo os personagens me levar e quando isso não acontece, eu travo.

9. Você possui uma rotina de escrita? 

Dentro da medida do possível, sim.

10. É hora de escrever um novo livro com determinado tema ou plano de fundo, e isso geralmente envolve muito planejamento e pesquisas. Como funciona esse momento pra você? 

Fuço tudo. Blogs, Google, Youtube e vou além, em todos os meus trabalhos procuro profissionais da área para me auxiliar.  

11. Você ainda sente dificuldade para escrever? Qual o momento mais trabalhoso? 

Não tenho dificuldade, meu único problema é a falta de tempo. Como trabalho fora, atrapalha muito.

12. Na maioria das vezes, escrever envolve muitos contratempos. Como você lida com eles?  

Se não posso escrever e tenho uma ideia gravo tudo no celular. Se o computador quebra, escrevo no caderno. Quando uma história está fresca na cabeça, arrumo um jeito.

13. Na hora de escolher os nomes para os personagens, você prefere nomes brasileiros ou internacionais? 

Como minhas histórias são baseadas no Brasil, tento ser o mais possível fiel a nacionalidade, mas é claro que sempre vejo a sua descendência. 

14. Agora vem uma pergunta que quase todo mundo acha difícil: Qual o seu personagem favorito nas obras que você escreveu? Por quê?  

A que me deu mais trabalho foi a Paula de Caleidoscópio. Escrever a redenção de um personagem nunca é uma tarefa fácil. No primeiro livro da série ela cometeu erros, que a maioria dos leitores não aprovavam, então ao contar o seu lado da história, queria que ela se redimisse pagando pelos seus erros, sem atribuir aos outros com uma justificativa qualquer.

15. Se você pudesse ser algum personagem de algum livro seu, quem seria?

Todas as mocinhas (risos). Elas são fortes, decididas, guerreiras, amo cada uma delas.   

16. Grande parte do sentido do trabalho de um autor está nos leitores. São eles quem impulsionam e dão um retorno, na maioria das vezes. Qual é a sua relação com seus leitores? Eles opinam sobre o rumo que as histórias tomam? 

Leitor nem deveria se chamar assim, porque são os maiores anjos de luz que já conheci. Tenho uma relação muito boa. Quanto opinarem, é muito difícil acontecer.   

17. Qual a sensação de ter um livro publicado?  

É a realização de um sonho e como você dividisse suas inspirações com o mundo.

18. Você já sofreu preconceito por escrever? Se sim, de quem? 

Preconceito existe em todos os âmbitos da vida. Se escrevesse qualquer tipo de gênero existiria preconceito. Então tento não pensar sobre isso. O preconceito é quase igual a crítica destrutiva ao nosso trabalho: ele só vai existir de forma negativa, se eu permitir. 

19. Você contou com o apoio da sua família na hora de escolher a profissão de escritora?  

Tive o apoio total e se não fosse por eles, não sei se seguiria. É muito difícil o mundo literário e eles são a base de tudo para mim.

20. Qual a sensação de concluir um livro e publicá-lo? 

A sensação é foda. Indescritível, resume. Gerar um filho é sempre uma benção.

21. A maioria das autoras nacionais da atualidade publicaram suas obras de forma independente, até mesmo devido às crises editoriais que já viraram rotina no Brasil. Você optou por seguir essa linha? De que maneira você lidou com o lado burocrática dessa parte da escrita? Valeu a pena?

Atualmente todos os meus livros estão sendo publicados por editora, em se tratando do livro físico acho mais prático. Quanto ao e-book a Amazon, facilita muito. Vale muito a pena.   

22. Qual a forma que você escolheu para divulgar as suas obras? Como você acha que os blogs, IG’s literários e outros meios impactam os novos leitores?

A divulgação de um novo trabalho precisa de um time de blogs, IG´s e leitores, somando com o autor que precisa também divulgar muito, é sucesso na certa.    

23. Além do trabalho como escritora, você possui outra profissão? Quais são os seus hobbies? 

Tenho uma distribuidora de acessórios e óculos infantis. Comer conta? Brincadeira… Amo ler e fazer artesanato.

24. Quais novidades podemos esperar para o fim deste ano ou do próximo? 

Ainda esse ano sai o audiobook da série Mosaico pelo Word Audio. Estou publicando com a PL Mansão Hedonê e em dezembro O despertar da Baba Yaga pela Qualis. 

25. Pra finalizar essa entrevista, uma última pergunta: Que conselhos você daria para si mesma se pudesse voltar para o momento em que iniciou sua carreira como escritora? 

Aconselhar-me-ia a participar de todos os eventos literário, pois essa pandemia me mostrou o quanto sinto falta.

Agradeço muito o carinho!

E assim, concluímos com sucesso mais uma entrevista Darkneiras, e confesso que estou me sentindo muito orgulhosa pelo rumo que esse projeto tem tomado, está ficando muito lindo! Quero agradecer à Sue, à vocês, leitores amorzinhos, e também à minha parceira de tudo, Naiara Bacelar, que faz um trabalho perfeito no Pecadora Literária e fora dele também.

Beijinhos, amores! Adoro vocês!

Entrevista escrita: Doçura, alto-astral e simpatia

Oi, meus docinhos!

O projeto Darkneiras está andando a todo vapor. A autora dessa semana, Isabela M.O.T, tem uma energia tão linda! Ela fala com calma, doçura e carinho, algo notável logo nos primeiros minutos de conversa com ela. A apresentação dela ficou à cargo da maravilhosa Naiara Barcelar, com uma live fantástica que rolou ontem, além da resenha de primeiras impressões de Obcecados, o neném da Isa!

Hoje é, nada mais nada menos, do que a entrevista escrita dela, e já que estamos nessa chuvinha gostosa, vamos nos molhar um pouco e conhecer um pouquinho mais do universo particular de mais uma escritora Dark. Antes de partirmos para a nossa entrevista, vou trazer ela aqui para falar com vocês com suas próprias palavras. [Luz na passarela, que lá vem ela!]

Meu nome é Isabela de Matos Oliveira Togni, por isso o Isabela M.O.T, tenho 24 anos, sou pisciana com orgulho, formada em tecnólogo em logística e tenho MBA em gestão estratégia de negócios, nada a ver, eu sei. Mas, escrever sempre foi uma certeza na minha vida, escrevia poemas, canções e comecei a escrever contos e livros. Tenho três livros na Amazon e o quarto batendo na porta, entre eles tenho um Dark, e em breve terei uma duologia Dark tbm. Amo o tema e amo falar, me comunicar, palestrar, explicar…. Bom é isso. Se precisarem de mim para essas coisas, não se acanhem, amooooo me comunicar de todas as formas.

(Eu não disse? Amorzinho!)

  1. Acho que a primeira pergunta que vem à mente quando se inicia um diálogo com uma escritora é: “Como você começou?” Quando foi que você teve o estalo de que o mundo da escrita era um caminho a ser trilhado?

Foi no ensino médio, mas só tive coragem de começar a trilhar esse caminho nesse ano.

2. Pra você, qual o significado ser uma escritora brasileira do gênero Dark nos dias atuais? Qual o principal sentimento que você tem com relação a isso?

É uma responsabilidade imensa, o gênero em si, é bem polêmico e descriminado. Então, temos que ter muito cuidado e atenção sobre como faremos a história acontecer. O sentimento de realização e medo. Exatamente por esses dois motivos que citei.

3. Por qual motivo você escolheu esse gênero literário? 

Acredito que o principal motive é desbravar assuntos e situações que poucos tem coragem. São coisas ruins, na maioria das vezes, mas que acontecem, e se calar sobre elas não as fazem sumir. Também acredito que, é uma forma de informar certas situações e demonstrar que o mundo não é feito só de amores bonitos e fofos. Existe o outro lado do amor, o lado feio que poucos querem enxergar, mas como disse, deixar de falar sobre não os fazem sumir.

4. O que a literatura significa na sua vida?

Tudo e mais um pouco. Eu sempre digo e continuarei a dizer, a literatura me salvou. Resgatou em mim a consciência, e me deu a chance de crescer como ser humano.

5. Como autora do gênero dark, você costuma trazer à vida personagens complexos e profundos, muitas vezes com um passado sombrio que os fizeram ser quem são. O que você sente enquanto os cria? Como é esse processo?

É pesado, consome. Mas, vale a pena. A gente se reconstroí junto com os personagens, ao menos eu. Já chorei escrevendo, e tenho uma ideia de duologia que me fará chorar mais, no entanto, é necessário.

6. Já criou algum personagem baseado em alguém real?

Do universo dark não.  

7. Você fica apreensiva com os momentos tensos nas suas histórias?

Às vezes, mas há cenas que saem automaticamente, outras precisam de mais sentimento, e nessas eu acabo por me entregar, necessitando de um tempo depois.

8. Teve algum momento em que você precisou mudar alguma coisa nos seus livros por achar “pesado” demais, ou que não tomou a proporção que queria?

Até o momento não, mas creio que terá. Meu livro dark fala de um assunto polêmico e sei que logo virão as críticas.

9. Você possui uma rotina de escrita?

Sim, atualmente eu estou participando do desafio da Mari Sales, só que, ao invés de 1.000 palavras por dia, eu faço um capítulo por dia, no mínimo. Mas evito ficar sem escrever.

10. É hora de escrever um novo livro com determinado tema ou plano de fundo, e isso geralmente envolve muito planejamento e pesquisas. Como funciona esse momento pra você? 

É a parte mais tranquila, eu diria. É até empolgante e, às vezes, agoniante. Porque dependendo do que for pesquisar, acaba mexendo demais comigo, saber que é mais real do que esperamos. No livro “Obcecados”, meu dark, eu tive que pesquisar sobre legítima defesa, e ver o quanto isso ainda é indefinido, o quanto muitas pessoas sofrem com a falta de atenção nesse âmbito judicial, é doloroso, e faz a gente pensar que nada é oito ou oitenta.

11. Você ainda sente dificuldade para escrever? Qual o momento mais trabalhoso?

No momento não tenho problemas graves, apenas aqueles dias de cansaço que acabam atrapalhando o desenvolvimento, mas nada que não possa ser recuperado. Mas, sem dúvida, a criação da personalidade e ambientação é mais complicado para mim, na verdade, a ambientação é bem mais. Eu até procure locais por fotos para trabalhar melhor esse meu lado.

12. Na maioria das vezes, escrever envolve muitos contratempos. Como você lida com eles? 

Tento não ficar bitolada no problema, o foco é a solução. Eu não vivo apenas do que escrevo, trabalho fora, e isso me toma uma boa parte do meu dia, então acabo tendo dias de muito cansaço, tento ao máximo me dedicar mesmo assim, até mesmo acabo sobrecarregada em alguns momentos, mas não largo o livro.

13. Na hora de escolher os nomes para os personagens, você prefere nomes brasileiros ou internacionais?

Depende, em Obcecados foram nomes brasileiros. Mas tenho livros com nomes mais americanizados. Depende da história, do contexto, de onde vai acontecer a trama.

14. Agora vem uma pergunta que quase todo mundo acha difícil: Qual o seu personagem favorito nas obras que você escreveu? Por quê? 

Não é de uma obra dark (risos), é do meu livro lançamento, O segredo do CEO, Alessa, por seu jeito, sua fidelidade, sua sonoridade. A forma como ela se porta e como foi fácil moldá-la. Do meu livro dark, sem dúvida seria Augusto, por ser decidido, forte e por saber dosar sua desconfiança e confiança também.

15. Se você pudesse ser algum personagem de algum livro seu, quem seria?

Alessa, novamente. Pelos mesmos motivos citados na pergunta acima.

16.Grande parte do sentido do trabalho de um autor está nos leitores. São eles quem impulsionam e dão um retorno, na maioria das vezes. Qual é a sua relação com seus leitores? Eles opinam sobre o rumo que as histórias tomam?

Ainda estou no começo, não tenho muitos leitores fixos e ativos. Mas, os que tenho são maravilhosos e opinam bastante. Eu tento não me deixar influenciar em certas coisas, porque os leitores, às vezes, querem um rumo que não cabe a história, e o legal é surpreender. Mas sempre que posso, colho informações sobre o que gostam e tento encaixar nas histórias.

17. Qual a sensação de ter um livro publicado? 

Extrema alegria. É a realização de um sonho, um que venho almejando desde os onze anos. Então, realmente me sinto orgulha disso.

18. Você já sofreu preconceito por escrever romances dark? Se sim, de quem?

Já, de uma pessoa que tenho no facebook, ela me tratou de forma fria, porque divulguei Obcecados, e deixou bem claro que tem nojo de quem escreve dark, apenas por pura ignorância. Ao meu ver, as pessoas confundem o gênero, e se esquecem que assim como qualquer outro gênero, sempre existirão obras tóxicas no que diz respeito a como abordar o assunto, não acontece apenas no dark. É preciso saber separar, não é porque uma autora X romantiza certas relações que podem ser prejudiciais, que todas as autoras do gênero façam o mesmo.

19. Você contou com o apoio da sua família na hora de escolher a profissão de escritora? 

Em partes. Hoje sinto mais esse apoio.

20. Qual a sensação de concluir um livro e publicá-lo?

Orgulho e satisfação. Mais uma conquista em minha carreira.

20. A maioria das autoras nacionais da atualidade publicaram suas obras de forma independente, até mesmo devido às crises editoriais que já viraram rotina no Brasil. Você optou por seguir essa linha? De que maneira você lidou com o lado burocrática dessa parte da escrita? Valeu a pena?

Sou autora independente, mas estou com dois contos para serem publicados por uma editora, inclusive um de terror. Eu me impressionei com a grandeza desse mundo, que para mim é novo. Faço grande parte sozinha, então é bem trabalhoso. Mas, ao ver meu livro publicado, ver o retorno que tenho, concluo que sim, vale a pena cada esforço.

22. Qual a forma que você escolheu para divulgar as suas obras? Como você acha que os blogs, IG’s literários e outros meios impactam os novos leitores? 

De começo eu divulgava sozinha e apenas em grupos de divulgação do facebook, atualmente eu vejo mais sobre parcerias com blogs e IG’S literários. O retorno é melhor, tem mais alcance de público, fora a confiança dos leitores. Há espaço para todos, basta que chegue as pessoas, e essa é a função dos IG’s literários e blogs.

23. Além do trabalho como escritora, você possui outra profissão? Quais são os seus hobbies?

Sim, eu sou analista de garantia numa concessionária. Sou formada em Logística, com MBA em Gestão estratégica de negócios. Tudo a ver, né? (risos)
Eu amo ler, agora aprendi a gostar de editar fotos para banner’s. Amo assistir filmes e series com meu marido, mas não tenho feito muito isso, com muita coisa acontecendo,

24. Quais novidades podemos esperar para o fim deste ano ou do próximo?

Com relação ao universo dark, tenho uma duologia bem pesada e que sei que irá me consumir, por isso, provavelmente fique para o ano que vem, já que tenho outros projetos para este, e preciso estar inteira kk. Se a antologia do meu conto vencer o concurso de mais vendida pela editora, terei esse livro, que tem seu lado dark, mais leve, mas tem. E de resto são livros mais leves e clichês, eu diria.

25. Pra finalizar essa entrevista, uma última pergunta: Que conselhos você daria para si mesma se pudesse voltar para o momento em que iniciou sua carreira como escritora?

Tenha paciência e se planeje melhor.

O que dizer da entrevista supimpa dessa autora super talentosa? Eu amei, obrigada por isso, Isa, e por nos doar um pedacinho seu através da sua escrita. E obrigada a vocês também, meus leitores maravilhosos, é sempre um prazer estar na companhia de vocês!

Vou me despedindo com um último recadinho: tem muito mais vindo por aí, vocês vão amar, entretanto, como eu sei que vocês adoram conteúdos literários, vou indicar o blog da Nay, minha parceira incrível, e dona do Pecadora Literaria. Vão lá e aproveitem bastante porque o blog dela é simplesmente INCRÍVEL.

Beijos, eu amo vocês!

Entrevista escrita: Humor, empolgação e algumas respostas

Boa noite, meus amores! Hoje é dia de trazer pra vocês a entrevista supimpa que a nossa autora da semana nos concedeu. Não vou me prolongar muito, mas devo dizer que dei boas gargalhadas com as respostas. Aproveito para relembrar que essa entrevista é parte do projeto Darkneiras, criado em parceria com o blog Pecadora Literária da Naiara Barcelar. O link para o blog dela se encontrará na parte de baixo da entrevista, assim como os @ para os nossos perfis no Instagram. Peguem a pipoca e o suco e escolham a cadeira mais confortável da sua sala, por que a nossa entrevista já vai começar.

Oi, lindos e lindas! Eu sou a Costanza, não erre meu nome, do contrário puxo seu pé. Brincadeira, podem me chamar de Vivi. Espero que minhas respostas os divirtam. Beijos de chocolate com morango, porque eu amo tanto quanto o Ben Barnes e a cor azul.

Eu sou a Costanza Batalha, mas também trabalho junto a O.K. Martínez e por aí já dá para perceber que eu sou uma viciada em pseudônimos.
Bem, tenho quase trinta, mas me recuso a revelar minha idade. Sou até hoje fã de cultura asiática, de novelas mexicanas, Musicais e claro, RBD e bandas nacionais meio dark web. Viciada em trabalho, curada da dependência por cafeína, durmo desde os doze anos, apenas três horas diárias.
Professora efetiva no município de Itaguaí e apaixonada por dança de salão, viagens exóticas relacionadas a cursos de escrita e roteiro e o Ben Barnes, o avatar oficial e legalizado com autorização, de qualquer Lúcio que eu escreva.
Sou da era fanfic no ORKUT (2006, mais ou menos) e após anos nesse meio, com o fim do site, migrei para o Nyah e mais tarde o Wattpad. Hoje sou autora recém lançada na Editora Crystal Books.
Minha cor favorita é azul, mas aquele tom de azul que lembra o céu de verão com Sol brilhante. Tenho medo de escuro e ficar sozinha em casa com uma tempestade, tendo raios e trovões e claro, o clichê, luz acabando.
Até recentemente achei que pertencia a tríade de fogo do zodíaco, mas descobri que minha Lua é em Gêmeos e não Leão. Contudo, meu signo permanece sendo Sagitário e meu ascendente ainda é Áries.
Escrevo com músicas, silêncio me sufoca, o meu melhor sentimento e característica e a Lealdade e maior defeito, ser controladora. Porque sim, sou do tipo que planejo tudo em um enredo antes de sequer começar a escrever o primeiro capítulo.

Agora, as perguntas:

1) Acho que a primeira pergunta que vem à mente quando se inicia um diálogo com uma escritora é: “Como você começou?” Quando foi que você teve o estalo de que o mundo da escrita era um caminho a ser trilhado?

Eu comecei como um espermatozoide vencedor… Pera, não é disso que estamos falando, né? Parece o maior de todos os clichês, contudo entrar nesse mundo caótico de contar histórias foi planejado dentro de uma série de desencontros. A ideia surgiu meio que por algum acaso quando uma professora na minha segunda série primária (estou denunciando minha idade aqui, produção), ela comentou que eu poderia escrever um livro por ser muito imaginativa.
Experimentei então, recontar Romeu e Julieta, dando um final melhor que o autor. Gente, com seis anos eu possivelmente parecia uma guria muito cheia de si, não? Só que, em primeiro lugar, escritor no Brasil é complicado e nasci inteligente e não bonita ou mesmo rica, logo, o lance de ser escritora se tornou um hobbie. Algo que fazia para me reconectar comigo mesma.
Entre idas e vindas, crises depressivas, tentativas pesadas no meio de crises de ansiedade, com uma carreira e vida estruturada, estudei o mercado, formas de melhor me apresentar, o que está em voga no meio, como me portar em variadas situações sem deixar de ser eu mesma antes de me lançar nesse mundo complicado.
Sobre qual o momento eu digo que é a minha virada de chavinha mental para escolher esse caminho? Não sei. A verdade é que tem sido como respirar, escrever é isso para mim, é assim que funciona, com naturalidade. E tem parecido certo para mim porque é o que resignificou a minha existência.

2) Pra você, qual o significado ser uma escritora brasileira do gênero Dark nos dias atuais? Qual o principal sentimento que você tem com relação a isso?

Ser escritora, independentemente de qualquer nacionalidade ou gênero, é ser a maior de todas as divindades em um mundo apenas seu. Não tipo um Kira de Death Note, até porque eu super sou time L, mas sim como alguém sente uma necessidade equivalente a de respirar, mas neste caso, é contar sobre os mundos que cria, porque isso lhe faz vivenciar experiências esplendorosas.

3) Por qual motivo você escolheu esse gênero literário?
Eu não escolhi, já que sou terminantemente contra essa coisa de ser classificada por um gênero. Escrevo o que sinto que devo contar, até porque é uma máxima levada muito a sério por mim, jamais mentir sobre o que escrevo. Sobre a escolha de participar do projeto DARK, afirmo categórica que quanto mais nos envolvermos e divulgarmos a literatura como um todo, mais é possível que outros se aventurem e se encantem e claro, amadureçam como seres melhores. No caso deste gênero, como é palatável e de cunho mais expressivo e visual e narrativamente mais propenso a chamar a atenção para pautas que fogem do romance estrutural convencional, … enfim, para resumir, o diferente, o desafio… ele me atrai continuamente.
Ter a chance de sair de uma zona de conforto e explorar outras sensações, vidas e anseios, mergulhar profundamente em um caleidoscópio miriádico de ambivalências apenas tece melhor meu interesse em brincar nesse gênero.

4) O que a literatura significa na sua vida?

Atualmente, eu a encaro como não parte da minha construção pessoal do ser, mas sim, um conjunto de possibilidades e tentativas experimentais de vivências. Sejam elas abruptas, ininterruptas, ou os que a valham.

5) Como autora do gênero dark, você costuma trazer à vida personagens complexos e profundos, muitas vezes com um passado sombrio que os fizeram ser quem são. O que você sente enquanto os cria? Como é esse processo?

Sério, sempre que me questionam sobre processos criativos, um sorriso desponta na minha face. Eu tenho duas regras principais para criar: 1) Precisa ser real e 2) Eu preciso sentir. Até porque, como sou muito mais uma escritora amante da 1º pessoa, as duas regras conversam muito entre si.
Tudo que eu crio, não importa o gênero, precisa ter em seu núcleo algo que realmente aconteceu. Muitas das vezes, até comigo mesma. Então, a história, o enredo desenvolvido a partir de um fato isolado, ganha novos contornos quando imagino alternativas de caminhos diferentes em uma única situação inicial.
Como normalmente, para escrever em 1ª pessoa, me utilizo muito de base, minha história e experiências pessoais, o sentir para expressar, se torna a consequência de contar a verdade.

6) Já criou algum personagem baseado em alguém real?

Sim.

7) Você fica apreensiva com os momentos tensos nas suas histórias?

SIM

8) Teve algum momento em que você precisou mudar alguma coisa nos seus livros por achar “pesado” demais, ou que não tomou a proporção que queria?

Eu nunca mudaria algo por achar pesado demais, mudaria por não o achar devidamente relevante para o todo do enredo. Contudo, em um projeto com O.K. Martínez, me vi, por parte mais delas, levada a alterar substancialmente, pelo bem da narrativa, algo mais pesado.

9) Você possui uma rotina de escrita?

Sim, escrevo todo o tempo. Inclusive quando durmo, porque, a propósito, este é meio que o meu sonambulismo.

10) É hora de escrever um novo livro com determinado tema ou plano de fundo, e isso geralmente envolve muito planejamento e pesquisas. Como funciona esse momento pra você?

Sou a garota da pesquisa, dos cursos e viagens. A que nunca para de planejar, estudar e o principal… se divertir sem cansar enquanto trabalha em um mundo novo.

11) Você ainda sente dificuldade para escrever? Qual o momento mais trabalhoso?

Não de escrever em si. Cada obra tem seu momento particular mais trabalhoso. Exemplos : A minha série Flos Ignis, cujo o primeiro livro recém foi lançado pela Editora Crystal Books, o meu momento mais difícil foi dizer adeus àquele mundo.
Para o livro dark que vai ser lançado em breve e que eu não posso revelar muito, o momento mais difícil foi começar.
Para o projeto Feridas com O.K. Martínez, foi lidar com egos, questões pessoais minhas e a diferença gritante entre os estilos que cada um representa, tudo para que fique harmônico no que tange a uma narrativa fluída.
O que quero dizer é que para mim não há um momento em que eu possa elencar como o mais trabalhoso. Dependendo do meu sentimento envolvido, os paradigmas sempre podem ser alterados.

12) Na maioria das vezes, escrever envolve muitos contratempos. Como você lida com eles?

Sabe quando eu disse que sou muito do tipo controladora compulsiva, que segue uma rotina? Eu quis dizer que eu realmente sou assim. Planejo até possibilidades de contratempos. É chato, admito, mas como não minto quando escrevo, nessa eu não tenho histórias para contar. Jamais deixo um projeto inacabado, eu não consigo, na verdade, deixar algo por fazer.
Porém, como eu disse, tenho uma vida que não é apenas como escritora, trabalho como professora também e cuido da casa, de uma avó, dos amigos, dos estudos…
Então quando algum contratempo surge, em um primeiro momento eu surto para pensar em alguma medida para executar meu planejamento na ordem em que deve ser feito, seguindo ou mesmo antecipando-se aos meus prazos finais iniciais. Como uma grande competição comigo mesma.

Isso me faz sempre pesar muito quando ou não devo aceitar integrar um projeto, porque sempre, mesmo quando parece o contrário, tenho mais de uma opção para lidar e remediar contratempos.

PS.: Ajuda super os melhores amigos que tenho nesses momentos.

13) Na hora de escolher os nomes para os personagens, você prefere nomes brasileiros ou internacionais?

Raramente uma história minha não tem um pé no Brasil ou nomes brasileiros. Eu gosto muito do meu país e de ambientar coisas nele. Então sim, eu prefiro muitas vezes usar nomes brasileiros.

14) Agora vem uma pergunta que quase todo mundo acha difícil: Qual o seu personagem favorito nas obras que você escreveu? Por quê?

Flos Ignis : Lúcio por ser sempre muito preocupado com o bem estar daqueles que ama, valorizando-os e mesmo com seus defeitos, sendo capaz de centrar-se e retornar ao equilíbrio em prol do bem comum.

*Tem uma personagem no projeto literário que não posso contar o nome, mas adianto que gosto dela porque é destemida, ainda que seu passado seja um dos mais dolorosos e tenebrosos que já experimentei. Ela não o esquece e cria um arco de redenção, simplesmente o vivencia e o arrasta sobre si mesma, sendo levada a entrar em conflito consigo.
The Rose in Solitude: Livia é a personagem mais forte e dócil que já escrevi na vida, com um pouco da melhor visão sobre o mundo, empatia e as pessoas de forma geral.
Poisonous Sweet: Milena Raven é livre. Uma radialista que fala sobre o bom sexo, sem papas na língua e com muito bom humor.
Mort, a votre placer: Maitê por ser a vingativa mais doce e manipuladora, com as ideias mais insanas para assassinatos e fugas.
Transcendente: Renata é a personagem com o arco mais espiritual e evolutivo que eu já experimentei. Aprendi muito com o luto dela. Nós duas crescemos bastante enquanto vivemos juntas.
Livro de Âmbar: Hérick ele é um pirata sexy, se isso não for um bom motivo, me desculpe e vá pensar novamente.
Redenção do Dragão: Drac. Um cavaleiro cercado de mistérios em uma terra fantástica, vendido como um trambiqueiro sem alma, mas sendo a única segurança e linha de defesa de uma regente mimada e sua meia irmã bastarda. Drac é um personagem de camadas. Literalmente uma cebola que me surpreendia conforme nos conhecíamos.
Ele conhece um cara, que conhece um cara: Linda ela quer ser reconhecida por ela, provar que seus anseios têm lugar e futuro, ansiando por não seguir no seguro e aceitável que a família de militares que tem, deixou para que seguisse.
Feridas: Débora Gusmão fada sensata, sem defeitos, mulher empoderada e que fala na cara as verdades necessárias.
Sex and speed: Analu tive que aprender sobre mecânica por culpa dela.
Coroa -Herdeiros da Guerra: Opto por não colocar, uma vez que se trata de uma nova obra.

15) Se você pudesse ser algum personagem de algum livro seu, quem seria?

Se é meu livro e tem uma Ana, ou Anna… com certeza, sou eu!

16) Grande parte do sentido do trabalho de um autor está nos leitores. São eles quem impulsionam e dão um retorno, na maioria das vezes. Qual é a sua relação com seus leitores? Eles opinam sobre o rumo que as histórias tomam?

Leitores são a força motriz de todo escritor. Sendo sincera, meus leitores não têm como opinarem nas obras lançadas, pois quando as mesmas chegam ao seu conhecimento, tudo já está escrito. Todavia, dependendo do que o leitor coloque, certeza que ele pode acabar redesenhando alguns rumos que antes eram prévios… eu sou escritora, nunca direi um nunca nessa vida que escolhi.

17) Qual a sensação de ter um livro publicado?

A sensação de dever cumprido e realização competindo pelo gostinho deixado de que eu quero mais…

18) Você já sofreu preconceito por escrever romances dark? Se sim, de quem?

Provavelmente sim, e com toda certeza, me importei tão pouco que não sou capaz de nomear.

19) Você contou com o apoio da sua família na hora de escolher a profissão de escritora?

Inicialmente, minha avó não estava muito animada com isso não. Hoje em dia, como já estou estabilizada empregatíciamente, ela leva mais de boa.

20) Qual a sensação de concluir um livro e publicá-lo?

Impossível colocar em poucas palavras. Não existe nome, sinônimo que se encaixe em algo que te revira e completa por inteiro. Te dá ao mesmo tempo medo total e certeza quase que divinamente transcendental.

21) A maioria das autoras nacionais da atualidade publicaram suas obras de forma independente, até mesmo devido às crises editoriais que já viraram rotina no Brasil. Você optou por seguir essa linha? De que maneira você lidou com o lado burocrática dessa parte da escrita? Valeu a pena?

Eu optei pelo sonho da editora tradicional, publicando pela Crystal Books. Eles cuidaram da parte burocrática, e eu não tive problemas.

22) Qual a forma que você escolheu para divulgar as suas obras? Como você acha que os blogs, IG’s literários e outros meios impactam os novos leitores?

Principalmente Instagram e Facebook. Por IG’s, blogs, Booktubers terem uma linguagem fácil acesso, o impacto crítico deles é proporcional ao engajamento midiático externo de um projeto.

23) Além do trabalho como escritora, você possui outra profissão? Quais são os seus hobbies?

Sou professora, formada em Matemática, Pós Graduada em Ciências Exatas com ênfase em Física Quântica, Teologia e Pedagogia. Atualmente estudo roteiro. Amo dançar, com especial destaque para o Jazz e o Ballet Clássico, além de Dança de salão, destacando ritmos como forró, soltinho, salsa, tango, samba de gafieira e zouk.
Trabalho escrevendo críticas de filmes, séries, livros, animes, doramas, álbuns musicais, faço trabalho voluntário em asilos e orfanatos diocesanos, presto consultoria como social control trainer, realizo revisões acadêmicas, componho, cozinho e desenho croquis que nunca serão roupas, e escrevo poesias para amores que nunca terei fui Ju.
Leitora aficcionada com muita inclinação a estudo de línguas mortas, e criação de idiomas.

24) Quais novidades podemos esperar para o fim deste ano ou do próximo?

Tudo que posso dizer é que existem planos auspiciosos para novos mundos sendo desbravados em breve…

25) Pra finalizar essa entrevista, uma última pergunta: Que conselhos você daria para si mesma se pudesse voltar para o momento em que iniciou sua carreira como escritora?

Divirta-se. Será a melhor experiência que vai ter. No começo pode até doer, mas o sorriso será tão verdadeiro que qualquer dor ou tristeza, não deixará sequer uma lembrança. Você é mais forte do que acredita, e os mundos precisam sair.

Bem, pessoal, essa foi a nossa entrevista do dia. Espero que vocês tenham sanado todas as suas dúvidas (e que a pipoca não tenha acabado na metade do caminho) e que tenham gostado da experiência, ela foi realmente fantástica. Aqui embaixo eu vou deixar o link para o blog da Nay, o Pecadora Literária, que está recheado de coisas bacanas, e os @ dos nossos Ig’s. Segue a gente lá! Beijitos e até logo. Amo vocês!

Pecadora Literária:

Blog

Instagram’s:

Alice Carvalho:

@aalicecarvalho2

Naiara Barcelar:

@Pecadoraliteraria

Costanza Batalha:

@costanza.batalha
@vivi92batalha

Primeira autora: Surpresas, apresentações e segredos

Eu voltei! Surpresaaaa!

Não é sempre que eu faço duas postagens no mesmo dia, mas hoje não é um sábado qualquer, não é mesmo? Vocês lembram do post anterior, onde eu falei sobre o projeto fantástico que eu estou desenvolvendo com a Naiara Barcelar do blog Pecadora Literária? (Tudo bem se você não lembrar. Juro que se você não contar, eu não conto. O link para o post está aqui LINK). Pois, bem. Como hoje é o início oficial do projeto, teremos a honra de apresentar a nossa primeira (rainha, musa, diva) autora.

[Voz de apresentador de talk show] Rufem os tambores, galera. Porque a nossa autora de hoje é uma sagitariana com ascendente em áries que adora a cor azul, daquele tom que lembra um céu de verão com sol brilhante, segundo suas próprias palavras, … COSTANZA BATALHA!

Gosto de pensar que foram dois os grandes momentos que me apresentaram a Costanza. No primeiro deles, eu havia acabado de ser inserida no grupo de autores que iram participar do Darkneiras junto comigo e Nay, e nós começamos a nos apresentar formalmente. Nem preciso dizer que a Nay arrasou na apresentação, mas então veio o furacão Costanza. Ela nos mandou uma lista completa de coisas que devíamos saber sobre ela, incluindo o nome que só podíamos usar quando estivéssemos com raiva, seus medos, mapa astral e amores. Eu senti um misto de divertimento, apreensão e carinho. Aquele foi o primeiro momento em que eu comecei a admirá-la. Ela falou conosco de uma forma tão aberta e divertida que parecia que eu, tendo falado com ela por pouquíssimos minutos, já a conhecia de uma vida inteira. E ela seguiu sendo engraçada, inteligente e atrevida. E eu adorei isso.

A segunda vez em que nos falamos não foi por causa do projeto. Eu estava, e ainda estou, tão viciada em uma série adolescente de fantasmas — um dia eu ainda vou fazer uma ou duas resenhas surtadas sobre isso aqui — que mudei o meu nome no Whatsapp e adicionei alguns fantasmas, e então a Costanza veio no meu privado perguntar sobre os meus surtos e teorias sobre a série, me mostrando com ainda mais profundidade um traço de sua personalidade que eu já tinha notado: a intensidade.

Em menos de dez minutos, iniciávamos nossa primeira — e até o momento em que escrevo este post, única — chamada de vídeo. Eu nunca tinha conversado por chamada de vídeo com ninguém antes. A Constanza me fez rir de tantas formas, ao mesmo tempo em que mesclávamos assuntos sérios à conversa, que eu me senti relaxada, a ponto de esquecer qualquer encanação que tivesse sobre aparência ou coisa do tipo. Entendi algumas coisas sobre ela naquele momento: os motivos pelos quais ela escreve, a forma como lida com a escrita e com o mundo, e que toda a expressividade que ela demonstra ao escrever, ela também dispõe ao falar.

Em nosso esboço inicial do projeto, eu e Nay planejávamos fazer uma resenha de primeiras impressões separada para cada uma das autoras, contando o que achamos dos primeiros capítulos, mostrando as respectivas capas e incluindo alguns detalhes para que vocês conhecessem melhor as obras das autoras. Mas foi aqui que nos deparamos com a primeira grande muralha desse plano: um contrato editorial. Por isso, respeitando-o, a partir daqui, nós vamos manter um pequeno segredo sobre o título e a capa do livro que vamos resenhar hoje, tudo bem? Mas não se preocupem, muito em breve vocês vão ter mais novidades sobre o livro por aqui.

Me sinto muito honrada ao dizer que fui uma das pessoas a ver o arquivo original do livro da Costanza. Confesso que comecei a lê-lo com o coração acelerado, sentindo uma mistura de medo e empolgação. Talvez por não ser tão habituada ao tema, eu não sabia muito bem o que esperar quando vi os protagonistas pela primeira vez. Eu já tinha sido avisada pela autora de que ela costumava deixar todas as coisas importantes nas entrelinhas, mas não estava preparada de fato para essa clareza.

Costanza nos guia pelo texto de uma forma tão envolvente que, depois das primeiras linhas, não há escapatória. Eu me vi completamente presa às palavras, sentindo os caminhos que os pensamentos da personagem trilhavam, vendo sua forma de ver o mundo e o vazio que ela carrega devido às coisas que aconteceram em seu passado.

Talvez seja apenas um devaneio da minha mente, entretanto, por termos como protagonista uma adolescente e ver todo o cenário em que a história foi ambientado, pude notar algumas semelhanças com o perfil de algumas outras mocinhas da ficção, tal como Violet Market, de Por Lugares Incríveis, e Lucinda Price, de Fallen (só que sem todo o paranauê angelical).

No decorrer dos primeiros capítulos, eu senti nojo pela atitude de uma personagem específica, e ódio por outro. Dá vontade de entrar no livro pessoalmente e esganar os dois até não sobrar mais nada deles pra contar a história.

Mesclado a isso, senti também esperança por um reinício merecido para a mocinha, como uma respiração presa na garganta, esperando pra sair, e torcendo para que ele tome a forma de um romance forte e intenso, capaz de remover as garras do passado da mente da garota.

Como uma consideração final, posso dizer que a escrita da Costanza é fluída, clara e interessante, e te dá aquele leve sabor de quero mais que te aprisiona até o fim. Na minha humilde opinião, publicar esse livro foi uma aposta muito bem-sucedida da editora e com certeza vai ser um lançamento de muito sucesso.

Com essas primeiras impressões sobre mamãe autora e bebê livro, eu vou finalizando esse post por aqui. Não sumam, porque teremos muito mais conteúdo sobre esse projeto incrível no decorrer da semana. Aproveitando o ensejo, já deixo aqui o convite para uma live pra lá de especial com a Nayara e a Costanza, no Instagram do Pecadora Literária [LINK]. A live vai acontecer às 19 horas de amanhã(11/10, domingo), no horário de Brasília. Contamos com a presença de vocês por lá!

Beijinhos, amo vocês e até a próxima!

— ALICE CARVALHO

Darkneiras: Foi daqui que pediram um prato de novidades embalado pra viagem?

Oi, tudo certo por aí? Vocês estão sentindo esse cheirinho delicioso no ar? Não? Tudo bem, eu vou descrevê-lo para vocês: tem o aroma especial de caramelo temperado com pimenta e um leve toque de chocolate dark. Pra quem chegou de paraquedas e não entendeu o devaneio desta autora faminta e maluca que vos fala, eu vou dar uma dica: tem novidade pintando no pedaço, pessoal!

Há uns dois meses, quando tudo estava parecendo um oceano pacífico demais para o meu barquinho navegar, uma amiga extraordinária me lançou de volta à correnteza com a proposta inusitada de uma parceria. E eu aceitei, claro. De início eu fiquei um pouco surpresa, eu não vou negar. Mas não me entendam mal ainda, foi um espanto maravilhosamente bom.

Vamos começar falando da minha parceira: Naiara Barcelar, é uma girl boss de primeira. Aquela menina-mulher empoderada, que sabe muito bem o que quer e a quantidade de lutas que precisa travar para chegar lá. A primeira coisa que eu notei quando a vi pela primeira vez no Facebook foi seu olhar forte e bem delineado, tal como uma deusa suméria, cheia de piercings prateados (eu não estou brincando e já disse isso à ela). Entretanto, esta não é a principal característica dela: quando você troca as primeiras palavras com ela, percebe que ela é atenciosa, doce, gentil e muito compreensiva, e faz com que você se sinta em casa imediatamente. Apesar de parecer que eu estou descrevendo a personagem de um romance moderno, estou apenas dando a vocês um pouco da visão de como foi receber esse convite maravilhoso para trabalhar com ela em uma parceria entre o Páginas de Alice e do blog dela, o Pecadora Literária (Vocês lembram da pimenta e do caramelo do inicio desse texto? Então…).

O Pecadora Literária, por sua vez e não podia ser diferente, é um blog muito fofo, criado pela Nay, visando trazer visibilidade para a literatura nacional. Ela passeia de forma surpreendente pelos diversos gêneros, além de dar um toque especial para tudo o que publica lá.

Mas, Alice… Cadê a bendita novidade? — vocês me perguntam. E é exatamente aqui que entra o chocolate dark da nossa receita cheirosa. O projeto que eu venho montando com a Nay, apelidado carinhosamente de Darkneiras, é exatamente isso: um chocolate saboroso com pequenas pitadas de escuridão.

Nosso objetivo com o Darkneiras, é trazer um pouco da essência mágica e misteriosa das nossas musas criadoras dos melhores romances dark nacionais. Eu confesso que não conhecia o tema de maneira muito profunda quando comecei. Foram águas que eu pouco me atrevi a navegar até agora, nas minhas vinte e uma estações, e esse projeto me permitiu uma abertura fascinante para descobrir mais desse universo.

Para o projeto, contamos com a participação de mais de dez autoras maravilhosas, trazendo um conteúdo de qualidade, que abrange desde entrevistas para que vocês conheçam um pouquinho mais do gênero e das autoras de maneira aberta e sem tabus, até resenhas de primeiras impressões e playlists com diversas músicas que inspiraram suas obras e que podem te inspirar também.

O que eu venho trazer para vocês a partir de hoje, é o resultado de uma união baseada em compreensão, afeto, algumas doses generosas de procrastinação (finjam que não leram isso, por favor) e, fugindo para o mais longe possível do clichê que se vê em vários lugares por aí, com muito amor. Espero que gostem!

Vocês estão prontos para essa experiência intensa e incrível através do escuro e da paixão?

Para saber mais sobre o Darkneiras e muitos outros assuntos fabulosos, eu sugiro que vocês deem uma passadinha no Pecadora Literária (vamos combinar: só esse nome já adiciona uns dez pecados deliciosos na nossa listinha literária). Vocês vão achar o blog bem aqui: [LINK DO PECADO]. Corre lá!

— ALICE CARVALHO

Resenha de Últimas mensagens recebidas, Emily Trunko — por Alice Carvalho

[Antes do show de luzes começar]

Oi, pessoas lindas do meu core! Tudo bem com vocês?

Eu sei que ando sumidinha, porém nada disso é sem motivo. Como desde o inicio deste blog assumi um compromisso com vocês sobre transparência e sinceridade, acho que devo uma ou duas palavras sobre o que motivou o hiato bloguístico (podem entrar, Neologismos; fiquem à vontade). Eu, como poucos sabem, estou passando por um momento emocional difícil. Não é como se os fatores externos tivessem trazido a gasolina e os palitos de fósforo para me verem queimar. É algo mais sutil, interno, bem mais difícil de explicar do que eu havia me dado conta. Estou sentindo os meus pilares estremecerem um pouco, todos os dias, perdendo um pouco do controle do meu barco. Mas não se preocupem, tripulantes. Não vamos afundar. Tempestades vêm e vão com o curso dos ventos. Sempre.

Por que achei importante dizer isso logo no início dessa resenha [além do motivo anterior, claro]? Estou numa fase em que ler — o meu maior prazer da vida —, se tornou um pouco maçante. Vocês não têm ideia da sensação que é começar a ler dezenas de livros e não terminar nenhum deles por que você perdeu a conexão consigo mesmo e com as palavras.

Como recentemente comecei a usufruir dos prazeres integrais do Youtube, o que foi que eu fiz? Fui ver vídeos sobre livros e resenhas e acabei descobrindo o canal maravilhoso de uma Youtuber chamada Bel Rodrigues [garota, ainda não te conheço direito, mas já quero ser tua amiga!]. Vídeo vai, vídeo vem, encontrei um sobre o livro que intitula essa resenha — Últimas mensagens recebidas… E é aí que as luzes começam a se acender para o show…

[As luzes, de fato, ou seriam apenas os faróis de um ônibus?]

 Últimas mensagens recebidas é um pequeno compilado de palavras decisivas na vida de dezenas de pessoas. Desde os primeiros minutos, quando você começa a ler o livro, você vê a força gigantesca que ele guarda em poucas palavras.

Para vocês terem uma ideia, na terceira pagina já tinha um argueiro no meu olho, eu já tinha cortado mil cebolas e já estava com um caso grave de “chorite” aguda. Eu chorei, plena, igual você deve ter feito no final de Marley & Eu ou Sempre ao seu lado [se você ainda não leu/assistiu isso, eu recomendo. Não vou chorar sozinha!] .

Algumas das frases são tão pesadas que você sente como se fossem um tapa, mas ainda mais fortes do que elas é o contexto. Casos em que pessoas foram babacas, orgulhosas, medrosas, corajosas, e uma infinidade de “osas” que não caberia nesse post. Mas você consegue sentir, profundamente, o quanto seguiam a verdade, mesmo nos momentos mais cruéis, daquilo que sempre foram — humanas. É aí que reside toda a beleza e o horror de tudo.

O livro todo se resume em fragmentos que te levam ao lugar do outro, na dor, no amor e no remorso , e mostra a importância de observamos com cuidado cada palavra que sai da nossa boca e das pontas dos nossos dedos. Às vezes não nos damos conta, mas o ponto final, a interrogação, a exclamação no final de cada frase pode ser o último caractere, um adeus disfarçado de reticências. E perdemos a grandiosidade disso a cada vez que não contemplamos nossas próprias vozes.

Eu não sou de falar palavrão — as pessoas que convivem comigo sabem — mas houve momentos em que eu falei “P*ta merda… Porr@… Que pessoa forte por ter a coragem de enfrentar coisas como essa e contar a história depois.” Dá vontade de abraçar essas pessoas e parabeniza-las por suas trajetórias. Vocês podem não perceber, mas são INCRÍVEIS, e eu admiro muito vocês.

Você começa a ler, frase após frase, imagem após imagem, e algo destrava dentro de você, te fazendo questionar quem você é de verdade. Quantas vezes você abriu mão das pessoas por não conseguir encarar os monstros dentro da sua cabeça? Em quantos momentos você se deixou guiar pelo orgulho e pala raiva? Quantos amigos você deixou para trás, e quantos te deixaram também? Como anda a sua gentileza e a sua capacidade de perdoar [e se perdoar]?

Assim como uma colcha de retalhos, em que você une pedaço por pedaço para formar um todo perfeito, Emily Trunko fez um excelente trabalho em reunir o depoimento singelo e intenso de cada uma dessas pessoas — tão anônimas quanto você e eu — em uma obra simplesmente surreal.

Uma leitura fluida, reflexiva e capaz de trazer á tona as emoções mais profundas que você já sentiu nos últimos meses. Para esse livro, não esperem menos do que muitas lágrimas e uma rápida olhada em seu histórico de conversas para relembrar suas últimas mensagens recebidas.

Prós-amorzinho

  • O livro é muito rápido [Que nem o Flash, em horário de pico, correndo para pegar o ônibus antes que ele dê partida];
  • Todos os contextos são tão vívidos, fortes e emocionantes que te guiam direto para uma necessária autorreflexão. [Você é seu próprio terapeuta por alguns minutos];
  • Sabe aqueles romances com o final triste que você leu milhares de vezes, que te transformaram, e te fizeram gastar a pequena fortuna que você não tinha em lencinhos de papel, mas que mesmo assim você ama? Últimas mensagens recebidas é um pouco de todos eles; Há momentos em que você para e pensa: Olha, isso é tão Personagem Tal [Hardin, Finch, Guz… essa foi pra vocês];
  • Você pode sentir empatia pelas pessoas [O sentimento de vestir a pele do outro, sentir sua dor e sua coragem, fazem de você uma pessoa pelo menos 1% melhor];
  • Você se sente parte de uma estrutura maior [Como a própria Emily diz na introdução: “Todo mundo já recebeu uma última mensagem na vida”];
  • É fácil de ler. [Para quem está passando por uma ressaca literária, perda de conexão com o universo das palavras, apatia pela repeteco do mesmo estilo de livro no mercado, esse livro é perfeito];
  • A seção de depoimentos de pessoas que tiveram suas vidas mudadas pelo livro é simplesmente um amor;
  • Emily Trunko tinha apenas dezesseis anos quando organizou o livro, e seus projetos adjacentes nos fazem enxergar nela a grande mulher e cidadã que ela é, e nos dá uma inspiração para sermos um pouco melhores com nós mesmos e com os outros.

Contras-jilózinho

  • De cara, o livro te faz chorar. Não é que você não saiba o conteúdo dele — o titulo é meio óbvio — mas o impacto do livro mais parece um atropelamento de ônibus e te deixa com uma dor de cabeça suprema depois que termina.
  • Se você é sensível a temas como suicídio, abusos, e relações tóxicas, se te dá algum tipo de gatilho negativo e/ou destrutivo, esse livro não é para você. Ele não dá esperança de melhora, de retorno… É como arrancar o band-aid da ferida e colocar um chiclete mascado no lugar.
  • O livro é curto. Para quem é acostumado a romances de trocentas páginas — como a escritora que vos fala — esse limite é, literal e figurativamente, o fim.
  • O estilo das imagens não me agradaram muito, apesar de muitas vezes valerem por mais de mil palavras.

Bem, meus amores, essa foi a nossa resenha de hoje e eu espero muito que vocês tenham gostado dela pois eu fiz com amor, pensando em vocês. Como um bônus, vou deixar para vocês três das minhas últimas palavras para três garotos diferentes dos quais eu nunca mais tive notícias. Se vocês também tiverem mensagens para compartilhar, deixa aqui nos comentários.

Fiquem bem, hidratem-se, e lembrem-se, mesmo quando eu não estiver postando, continuo amando vocês.

ÚLTIMAS PALAVRAS

“Oi, A. Não veio mais aqui… Cuidado para não perder o meu contato, senhor… Cadê você, garotinho? Senti saudades, viu?”

— Ele disse que ia dormir e nunca mais voltou.

“Cadê você, J? Preocupada contigo, sabe? O que aconteceu, criatura? Já faz mais de um mês que não fala comigo… Sumiu de repente. Não faz isso… Senti sua falta. Me lembrei de ti.”

— Na ultima conversa, ele estava com a sobrinha dele, brincando e mandando áudio. Eu nunca soube o que aconteceu.

 “Fique bem, procure coisas que te deixem feliz. Se cuide. Adeus.”

“Adeus. Fica bem. Só lamento por suas decisões sem pensar ou de cabeça quente. A dor deixada… não há palavras para definir.”

“Ela um dia passará e deixará aprendizados, espero.”

“Não tem aprendizado nisso, só mágoas por atitudes bobas.”

“O tempo dirá… Tchau.”

“Tchau.”

— Depois de uma amizade intensa e unilateral, ele não soube lidar com as minhas sombras. Entre uma birra e outra, tudo explodiu.

— Alice Carvalho

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