Resenha de Walls, o mais novo álbum de Louis Tomlinson

— por Alice Carvalho

        Sinceramente, eu nunca me imaginei escrevendo uma resenha para um álbum de músicas. Por vários minutos, a minha mente ficou me lançando a pergunta: “Alice, RESENHA? Para música? É sério isso, produção?”. Eu nem ao menos sei se este termo está bem empregado, mas vamos lá mesmo assim — Ao infinito e além, porque quem tem limite é município.

            No post de hoje, vamos falar sobre Walls, o novo álbum de Louis Tomlinson, com 12 faixas, lançado no dia 31 do mês passado (Todo mundo pensando na Terceira Guerra Mundial e o Lou pensando em enlouquecer as fãs… É muita ousadia mesmo…).

            Para quem não sabe, Louis Tomlinson (Styles) *, é um dos ex-cantores da boy-band que estourou nas paradas de sucesso por volta de 2011, a One Direction. A banda decretou seu fim há quatro anos mas, enquanto fãs especulam uma possível volta nos dias atuais, Louis segue pleno, jogando músicas no ar como se fosse purpurina.

            O álbum contém várias faixas que já foram divulgadas em EP’s anteriores, o que para mim foi uma grata surpresa. Kill my mind, Don’t let it break your heart e Two of us, as primeiras músicas do disco, são três dos melhores exemplos. A sensação que se tem ao ouvi-las é a de reconhecimento, como se você estivesse andando pela rua e encontrasse um velho — nem tanto, Mestre — conhecido. 

            Todas as músicas do Tomlinson que ouvi possuem uma mesma — e encantadora — característica: elas conseguem comunicar os sentimentos ao ouvinte de forma clara. É possível sentir alegria, prazer, tristeza, arrependimento e força interna conforme as notas avançam, juntas com a voz levemente rouca do cantor. Considero esse traço das canções muito inspirador, pois permite uma conexão com uma parcela interior que precisa de emoção e inspiração para existir.

            Em vários momentos durante a execução do álbum, eu me senti florescendo. Como se eu houvesse plantado um sentimento, e ele finalmente estivesse pronto para brotar. Como escritora, eu senti um prazer delicioso nisso. Eu me vi sentindo aquela vontade súbita e incontrolável de escrever quando antes só havia o espaço inerte causado por bloqueios criativos.

            Na minha cabeça, as faixas formaram a trilha sonora de um filme — daqueles em que a personagem consegue olhar para o passado e ver o próprio progresso, e se sentir preparada para o próximo degrau (A melhor parte disso é que os créditos finais desse filme têm o meu nome!).

            Uma música em especial precisa ser citada aqui por uma impressão que considerei importante: Habit. Eu juro por todas as Musas que, quando os primeiros acordes do violão começaram a tocar, eu pensei que escutaria uma versão cover de Segundo Sol, da Cássia Eller. Eu precisei voltar a música várias vezes para assegurar que eu não estava imaginando coisas, mas o resultado foi o mesmo em todas elas. A sensação não passou.

            A pérola de ouro desse álbum foi colocada bem no meio — Já notaram que o recheio dos bolos de aniversário é sempre a parte mais gostosa? —, mais precisamente na oitava música: Always You. Desde a primeira parte, você já consegue sentir que ela é uma faixa especial, mas é no refrão que se encontra a cereja — Aquele momento em que você diz: “Parem o mundo que eu quero descer. Brasil, que música é essa?”. A música cresce de forma magnífica e te arrasta junto, causando uma euforia capaz de acelerar o coração [Eu A-D-O-R-E-I isso!].

            Combinando uma pegada folk instrumental com pop romântico e animado, Louis com certeza fez uma aposta muito bem-sucedida. Todas as músicas me encantaram de alguma forma, e o resultado final foi uma obra-de-arte que não pode ser descrita com outra palavra senão “perfeita”.

Lista de faixas

  1. Kill my mind (Destrói a minha mente);
  2. Don´t let it break your heart (Não deixe quebrarem o seu coração);
  3. Two of us (Dois de nós);
  4. We made it (Conseguimos);
  5. Too Young (Jovens demais);
  6. Walls (Paredes);
  7. Habit (Hábito);
  8. Always you (Sempre você);
  9. Fearless (Destemido);
  10. Perfect now (Perfeita agora);
  11. Defenseless (Indefeso);
  12. Only the Brave (Apenas os corajosos);

Prós amorzinho

  • O álbum conta com algumas músicas conhecidas [Oi, queridas! Vocês vêm sempre aqui?]
  • O instrumental — violão, bateria e piano — conversam com as letras de maneira impecável [Ah, como eu amo um instrumento!]
  • É um álbum fluído. Você consegue imaginar, escrever, ler e até mesmo mexer o corpo no ritmo, e sentir que aquela é a trilha perfeita [Experiência própria!].
  • Você pode colocar em modo repeat sem medo de ser feliz. Acredite, você não vai enjoar [Só hoje, eu já devo ter ouvido umas mil vezes seguidas].
  • Todas as músicas provocam algum sentimento. Não é aquele tipo de música que você coloca só por colocar. Sentir é a palavra-chave!
  • Começou a namorar? Está escrevendo aquele romance bafônico? Está devorando aquele livro perfeito de madrugada ou simplesmente achou dois reais perdidos no bolso da calça jeans que você não usa desde o verão passado? Coloca Walls para tocar. Com certeza você vai vibrar com esse álbum perfeito [Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta! Risos. Como se eu tivesse alguma grana! Estou mais dura do que rapadura de nordestino].

Contras jilózinho

  • Depois de Always you, é impossível ouvir o resto do álbum do mesmo jeito. É como se houvesse uma divisão entre o antes e o depois. E mesmo que as músicas depois dela sejam maravilhosas, começa a haver certa comparação [É como dizia Scalene em A luz e a sombra: “Nada mais era como antes”].
  • O fato de o título do álbum ser homônimo com o do EP com lançamento imediatamente anterior a ele, pode causar confusão [Eu jurava que já tinha visto o iceberg inteiro quando na verdade era só a pontinha. Adeus, Titanic!].
  • Em minha opinião, a música de maior destaque da obra não foi Walls, o que retirou parte do sentido do título [Criaturinha branca e estranha de braços abertos, com indignação].
  • Não teve a participação especial do Harry Styles. [Minha criança Larry** birrenta está muito chateada — braços cruzados na frente do peito e muxoxo].

Bem, meninas e meninos, essa foi a minha avaliação de Walls, e eu espero, de verdade, que vocês tenham gostado. Peguem os seus fones de ouvidos e preparem-se para sentir. O álbum está disponível em qualquer plataforma de músicas, e vocês podem ouvi-lo como e onde quiser.

Beixos! Vocês sabem que eu amo vocês!


  • *Boatos dizem que Louis e Harry Styles são casados na vida real, mas isso nunca foi confirmado oficialmente — Nosso coração de Larry Shipper continua sofredor.
  • ** Larry é a junção dos nomes Louis e Harry.

Alice Carvalho

Publicado por Alice Carvalho

Sou uma autora apaixonada por livros e músicas, e cheia de sonhos coloridos que ainda quero viver. Meu maior sonho é ser reconhecida pelas coisas que escrevo, e mudar , pelo menos um pouquinho, o mundo particular das pessoas.

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