
Oi, meus docinhos!
O projeto Darkneiras está andando a todo vapor. A autora dessa semana, Isabela M.O.T, tem uma energia tão linda! Ela fala com calma, doçura e carinho, algo notável logo nos primeiros minutos de conversa com ela. A apresentação dela ficou à cargo da maravilhosa Naiara Barcelar, com uma live fantástica que rolou ontem, além da resenha de primeiras impressões de Obcecados, o neném da Isa!
Hoje é, nada mais nada menos, do que a entrevista escrita dela, e já que estamos nessa chuvinha gostosa, vamos nos molhar um pouco e conhecer um pouquinho mais do universo particular de mais uma escritora Dark. Antes de partirmos para a nossa entrevista, vou trazer ela aqui para falar com vocês com suas próprias palavras. [Luz na passarela, que lá vem ela!]
Meu nome é Isabela de Matos Oliveira Togni, por isso o Isabela M.O.T, tenho 24 anos, sou pisciana com orgulho, formada em tecnólogo em logística e tenho MBA em gestão estratégia de negócios, nada a ver, eu sei. Mas, escrever sempre foi uma certeza na minha vida, escrevia poemas, canções e comecei a escrever contos e livros. Tenho três livros na Amazon e o quarto batendo na porta, entre eles tenho um Dark, e em breve terei uma duologia Dark tbm. Amo o tema e amo falar, me comunicar, palestrar, explicar…. Bom é isso. Se precisarem de mim para essas coisas, não se acanhem, amooooo me comunicar de todas as formas.
(Eu não disse? Amorzinho!)
- Acho que a primeira pergunta que vem à mente quando se inicia um diálogo com uma escritora é: “Como você começou?” Quando foi que você teve o estalo de que o mundo da escrita era um caminho a ser trilhado?
Foi no ensino médio, mas só tive coragem de começar a trilhar esse caminho nesse ano.
2. Pra você, qual o significado ser uma escritora brasileira do gênero Dark nos dias atuais? Qual o principal sentimento que você tem com relação a isso?
É uma responsabilidade imensa, o gênero em si, é bem polêmico e descriminado. Então, temos que ter muito cuidado e atenção sobre como faremos a história acontecer. O sentimento de realização e medo. Exatamente por esses dois motivos que citei.
3. Por qual motivo você escolheu esse gênero literário?
Acredito que o principal motive é desbravar assuntos e situações que poucos tem coragem. São coisas ruins, na maioria das vezes, mas que acontecem, e se calar sobre elas não as fazem sumir. Também acredito que, é uma forma de informar certas situações e demonstrar que o mundo não é feito só de amores bonitos e fofos. Existe o outro lado do amor, o lado feio que poucos querem enxergar, mas como disse, deixar de falar sobre não os fazem sumir.
4. O que a literatura significa na sua vida?
Tudo e mais um pouco. Eu sempre digo e continuarei a dizer, a literatura me salvou. Resgatou em mim a consciência, e me deu a chance de crescer como ser humano.
5. Como autora do gênero dark, você costuma trazer à vida personagens complexos e profundos, muitas vezes com um passado sombrio que os fizeram ser quem são. O que você sente enquanto os cria? Como é esse processo?
É pesado, consome. Mas, vale a pena. A gente se reconstroí junto com os personagens, ao menos eu. Já chorei escrevendo, e tenho uma ideia de duologia que me fará chorar mais, no entanto, é necessário.
6. Já criou algum personagem baseado em alguém real?
Do universo dark não.
7. Você fica apreensiva com os momentos tensos nas suas histórias?
Às vezes, mas há cenas que saem automaticamente, outras precisam de mais sentimento, e nessas eu acabo por me entregar, necessitando de um tempo depois.
8. Teve algum momento em que você precisou mudar alguma coisa nos seus livros por achar “pesado” demais, ou que não tomou a proporção que queria?
Até o momento não, mas creio que terá. Meu livro dark fala de um assunto polêmico e sei que logo virão as críticas.
9. Você possui uma rotina de escrita?
Sim, atualmente eu estou participando do desafio da Mari Sales, só que, ao invés de 1.000 palavras por dia, eu faço um capítulo por dia, no mínimo. Mas evito ficar sem escrever.
10. É hora de escrever um novo livro com determinado tema ou plano de fundo, e isso geralmente envolve muito planejamento e pesquisas. Como funciona esse momento pra você?
É a parte mais tranquila, eu diria. É até empolgante e, às vezes, agoniante. Porque dependendo do que for pesquisar, acaba mexendo demais comigo, saber que é mais real do que esperamos. No livro “Obcecados”, meu dark, eu tive que pesquisar sobre legítima defesa, e ver o quanto isso ainda é indefinido, o quanto muitas pessoas sofrem com a falta de atenção nesse âmbito judicial, é doloroso, e faz a gente pensar que nada é oito ou oitenta.
11. Você ainda sente dificuldade para escrever? Qual o momento mais trabalhoso?
No momento não tenho problemas graves, apenas aqueles dias de cansaço que acabam atrapalhando o desenvolvimento, mas nada que não possa ser recuperado. Mas, sem dúvida, a criação da personalidade e ambientação é mais complicado para mim, na verdade, a ambientação é bem mais. Eu até procure locais por fotos para trabalhar melhor esse meu lado.
12. Na maioria das vezes, escrever envolve muitos contratempos. Como você lida com eles?
Tento não ficar bitolada no problema, o foco é a solução. Eu não vivo apenas do que escrevo, trabalho fora, e isso me toma uma boa parte do meu dia, então acabo tendo dias de muito cansaço, tento ao máximo me dedicar mesmo assim, até mesmo acabo sobrecarregada em alguns momentos, mas não largo o livro.
13. Na hora de escolher os nomes para os personagens, você prefere nomes brasileiros ou internacionais?
Depende, em Obcecados foram nomes brasileiros. Mas tenho livros com nomes mais americanizados. Depende da história, do contexto, de onde vai acontecer a trama.
14. Agora vem uma pergunta que quase todo mundo acha difícil: Qual o seu personagem favorito nas obras que você escreveu? Por quê?
Não é de uma obra dark (risos), é do meu livro lançamento, O segredo do CEO, Alessa, por seu jeito, sua fidelidade, sua sonoridade. A forma como ela se porta e como foi fácil moldá-la. Do meu livro dark, sem dúvida seria Augusto, por ser decidido, forte e por saber dosar sua desconfiança e confiança também.
15. Se você pudesse ser algum personagem de algum livro seu, quem seria?
Alessa, novamente. Pelos mesmos motivos citados na pergunta acima.
16.Grande parte do sentido do trabalho de um autor está nos leitores. São eles quem impulsionam e dão um retorno, na maioria das vezes. Qual é a sua relação com seus leitores? Eles opinam sobre o rumo que as histórias tomam?
Ainda estou no começo, não tenho muitos leitores fixos e ativos. Mas, os que tenho são maravilhosos e opinam bastante. Eu tento não me deixar influenciar em certas coisas, porque os leitores, às vezes, querem um rumo que não cabe a história, e o legal é surpreender. Mas sempre que posso, colho informações sobre o que gostam e tento encaixar nas histórias.
17. Qual a sensação de ter um livro publicado?
Extrema alegria. É a realização de um sonho, um que venho almejando desde os onze anos. Então, realmente me sinto orgulha disso.
18. Você já sofreu preconceito por escrever romances dark? Se sim, de quem?
Já, de uma pessoa que tenho no facebook, ela me tratou de forma fria, porque divulguei Obcecados, e deixou bem claro que tem nojo de quem escreve dark, apenas por pura ignorância. Ao meu ver, as pessoas confundem o gênero, e se esquecem que assim como qualquer outro gênero, sempre existirão obras tóxicas no que diz respeito a como abordar o assunto, não acontece apenas no dark. É preciso saber separar, não é porque uma autora X romantiza certas relações que podem ser prejudiciais, que todas as autoras do gênero façam o mesmo.
19. Você contou com o apoio da sua família na hora de escolher a profissão de escritora?
Em partes. Hoje sinto mais esse apoio.
20. Qual a sensação de concluir um livro e publicá-lo?
Orgulho e satisfação. Mais uma conquista em minha carreira.
20. A maioria das autoras nacionais da atualidade publicaram suas obras de forma independente, até mesmo devido às crises editoriais que já viraram rotina no Brasil. Você optou por seguir essa linha? De que maneira você lidou com o lado burocrática dessa parte da escrita? Valeu a pena?
Sou autora independente, mas estou com dois contos para serem publicados por uma editora, inclusive um de terror. Eu me impressionei com a grandeza desse mundo, que para mim é novo. Faço grande parte sozinha, então é bem trabalhoso. Mas, ao ver meu livro publicado, ver o retorno que tenho, concluo que sim, vale a pena cada esforço.
22. Qual a forma que você escolheu para divulgar as suas obras? Como você acha que os blogs, IG’s literários e outros meios impactam os novos leitores?
De começo eu divulgava sozinha e apenas em grupos de divulgação do facebook, atualmente eu vejo mais sobre parcerias com blogs e IG’S literários. O retorno é melhor, tem mais alcance de público, fora a confiança dos leitores. Há espaço para todos, basta que chegue as pessoas, e essa é a função dos IG’s literários e blogs.
23. Além do trabalho como escritora, você possui outra profissão? Quais são os seus hobbies?
Sim, eu sou analista de garantia numa concessionária. Sou formada em Logística, com MBA em Gestão estratégica de negócios. Tudo a ver, né? (risos)
Eu amo ler, agora aprendi a gostar de editar fotos para banner’s. Amo assistir filmes e series com meu marido, mas não tenho feito muito isso, com muita coisa acontecendo,
24. Quais novidades podemos esperar para o fim deste ano ou do próximo?
Com relação ao universo dark, tenho uma duologia bem pesada e que sei que irá me consumir, por isso, provavelmente fique para o ano que vem, já que tenho outros projetos para este, e preciso estar inteira kk. Se a antologia do meu conto vencer o concurso de mais vendida pela editora, terei esse livro, que tem seu lado dark, mais leve, mas tem. E de resto são livros mais leves e clichês, eu diria.
25. Pra finalizar essa entrevista, uma última pergunta: Que conselhos você daria para si mesma se pudesse voltar para o momento em que iniciou sua carreira como escritora?
Tenha paciência e se planeje melhor.
O que dizer da entrevista supimpa dessa autora super talentosa? Eu amei, obrigada por isso, Isa, e por nos doar um pedacinho seu através da sua escrita. E obrigada a vocês também, meus leitores maravilhosos, é sempre um prazer estar na companhia de vocês!
Vou me despedindo com um último recadinho: tem muito mais vindo por aí, vocês vão amar, entretanto, como eu sei que vocês adoram conteúdos literários, vou indicar o blog da Nay, minha parceira incrível, e dona do Pecadora Literaria. Vão lá e aproveitem bastante porque o blog dela é simplesmente INCRÍVEL.
Beijos, eu amo vocês!