
Oi, oi, oi meus dengos!!! Que tarde ensolarada, não é mesmo? Eu sei que falar do clima não é uma forma muito boa de iniciar uma conversa, mas vão perdoando a minha gafe social porque hoje eu vim trazer mimos de chocolate dark pra vocês!
Como eu sou muito boazinha, trouxe pra vocês uma caixinha de romance e talento, com a entrevista de uma das escritoras amorzinho de romances dark /erótico. Durante a nossa entrevista, a autora preferiu abordar os aspectos mais sensuais de suas obras, vocês vão amar!
Está tudo o.k. com o vinho e os pirulitos de cereja? Então apertem os cintos que a nossa viagem vai começar! Antes de iniciarmos, porém, uma pequena introdução sobre a autora do dia:
“Sue Hecker, pseudônimo de Débora Gimenez Gastaldo, nasceu em São Bernardo do Campo (SP), em 1972. Começou a escrever como um passatempo, mas essa experiência mágica logo se transformou sua atividade principal, por sua paixão pela receptividade de suas leitoras que, quase via de regra, se tornaram suas amigas. Como uma boa libriana, Sue tem a literatura com uma balança em sua vida. Gosta de um ler um pouquinho de cada gênero, no entanto sua grande paixão são os romances.”
- Acho que a primeira pergunta que vem à mente quando se inicia um diálogo com uma escritora é: “Como você começou?” Quando foi que você teve o estalo de que o mundo da escrita era um caminho a ser trilhado?
Conhecer a plataforma do Wattpad possibilitou muito realizar um sonho que eu tinha. Eu sempre criei minhas histórias na cabeça, mas nunca tinha encontrado um meio de dividi-las com os leitores.
2. Pra você, qual o significado ser uma escritora brasileira do gênero nos dias atuais? Qual o principal sentimento que você tem com relação a isso?
Sou uma romancista nata e sonhadora. Acho que o erotismo faz parte de um relacionamento, então acho natural escrever cenas eróticas dentro do contexto.
3. Por qual motivo você escolheu esse gênero literário?
As coisas aconteceram naturalmente. Como uma leitora voraz do gênero, escrevo aquilo que gosto de ler.
4. O que a literatura significa na sua vida?
Significa uma terapia: um momento de me desligar do mundo real e viajar entre as linhas e palavras.
5. Como autora do gênero, você costuma trazer à vida personagens complexos e profundos, muitas vezes com um passado sombrio que os fizeram ser quem são. O que você sente enquanto os cria? Como é esse processo?
A criação é sempre um processo de aprendizagem. De todos os personagens que dei vida, trouce algo para mim. Quanto ao processo de criação, costumo estudar muito a personalidade dos personagens, vou fundo na questão abordada. Embora seja ficção, procuro trazer a realidade o mais próxima possível.
6. Já criou algum personagem baseado em alguém real?
Cada personagem tem um pouquinho de alguém que já conheci, de alguém que já ouvi falar.
7. Você fica apreensiva com os momentos tensos nas suas histórias?
É sempre uma entrega de carga emocional muito grande. Em uma das histórias, por exemplo, uma bebe morreu… e logo que terminei a cena, tive muita cólica, como se tivesse perdendo um filho. Foi uma situação chocante e é sempre assim quando algo mais profundo acontece.
8. Teve algum momento em que você precisou mudar alguma coisa nos seus livros por achar “pesado” demais, ou que não tomou a proporção que queria?
A história da maior vilã que escrevi, não foi nada fácil. Apaguei três livros praticamente pela metade, até ela decidir realmente tomar a frente e me ditar a sua história. Geralmente, deixo os personagens me levar e quando isso não acontece, eu travo.
9. Você possui uma rotina de escrita?
Dentro da medida do possível, sim.
10. É hora de escrever um novo livro com determinado tema ou plano de fundo, e isso geralmente envolve muito planejamento e pesquisas. Como funciona esse momento pra você?
Fuço tudo. Blogs, Google, Youtube e vou além, em todos os meus trabalhos procuro profissionais da área para me auxiliar.
11. Você ainda sente dificuldade para escrever? Qual o momento mais trabalhoso?
Não tenho dificuldade, meu único problema é a falta de tempo. Como trabalho fora, atrapalha muito.
12. Na maioria das vezes, escrever envolve muitos contratempos. Como você lida com eles?
Se não posso escrever e tenho uma ideia gravo tudo no celular. Se o computador quebra, escrevo no caderno. Quando uma história está fresca na cabeça, arrumo um jeito.
13. Na hora de escolher os nomes para os personagens, você prefere nomes brasileiros ou internacionais?
Como minhas histórias são baseadas no Brasil, tento ser o mais possível fiel a nacionalidade, mas é claro que sempre vejo a sua descendência.
14. Agora vem uma pergunta que quase todo mundo acha difícil: Qual o seu personagem favorito nas obras que você escreveu? Por quê?
A que me deu mais trabalho foi a Paula de Caleidoscópio. Escrever a redenção de um personagem nunca é uma tarefa fácil. No primeiro livro da série ela cometeu erros, que a maioria dos leitores não aprovavam, então ao contar o seu lado da história, queria que ela se redimisse pagando pelos seus erros, sem atribuir aos outros com uma justificativa qualquer.
15. Se você pudesse ser algum personagem de algum livro seu, quem seria?
Todas as mocinhas (risos). Elas são fortes, decididas, guerreiras, amo cada uma delas.
16. Grande parte do sentido do trabalho de um autor está nos leitores. São eles quem impulsionam e dão um retorno, na maioria das vezes. Qual é a sua relação com seus leitores? Eles opinam sobre o rumo que as histórias tomam?
Leitor nem deveria se chamar assim, porque são os maiores anjos de luz que já conheci. Tenho uma relação muito boa. Quanto opinarem, é muito difícil acontecer.
17. Qual a sensação de ter um livro publicado?
É a realização de um sonho e como você dividisse suas inspirações com o mundo.
18. Você já sofreu preconceito por escrever? Se sim, de quem?
Preconceito existe em todos os âmbitos da vida. Se escrevesse qualquer tipo de gênero existiria preconceito. Então tento não pensar sobre isso. O preconceito é quase igual a crítica destrutiva ao nosso trabalho: ele só vai existir de forma negativa, se eu permitir.
19. Você contou com o apoio da sua família na hora de escolher a profissão de escritora?
Tive o apoio total e se não fosse por eles, não sei se seguiria. É muito difícil o mundo literário e eles são a base de tudo para mim.
20. Qual a sensação de concluir um livro e publicá-lo?
A sensação é foda. Indescritível, resume. Gerar um filho é sempre uma benção.
21. A maioria das autoras nacionais da atualidade publicaram suas obras de forma independente, até mesmo devido às crises editoriais que já viraram rotina no Brasil. Você optou por seguir essa linha? De que maneira você lidou com o lado burocrática dessa parte da escrita? Valeu a pena?
Atualmente todos os meus livros estão sendo publicados por editora, em se tratando do livro físico acho mais prático. Quanto ao e-book a Amazon, facilita muito. Vale muito a pena.
22. Qual a forma que você escolheu para divulgar as suas obras? Como você acha que os blogs, IG’s literários e outros meios impactam os novos leitores?
A divulgação de um novo trabalho precisa de um time de blogs, IG´s e leitores, somando com o autor que precisa também divulgar muito, é sucesso na certa.
23. Além do trabalho como escritora, você possui outra profissão? Quais são os seus hobbies?
Tenho uma distribuidora de acessórios e óculos infantis. Comer conta? Brincadeira… Amo ler e fazer artesanato.
24. Quais novidades podemos esperar para o fim deste ano ou do próximo?
Ainda esse ano sai o audiobook da série Mosaico pelo Word Audio. Estou publicando com a PL Mansão Hedonê e em dezembro O despertar da Baba Yaga pela Qualis.
25. Pra finalizar essa entrevista, uma última pergunta: Que conselhos você daria para si mesma se pudesse voltar para o momento em que iniciou sua carreira como escritora?
Aconselhar-me-ia a participar de todos os eventos literário, pois essa pandemia me mostrou o quanto sinto falta.
Agradeço muito o carinho!
E assim, concluímos com sucesso mais uma entrevista Darkneiras, e confesso que estou me sentindo muito orgulhosa pelo rumo que esse projeto tem tomado, está ficando muito lindo! Quero agradecer à Sue, à vocês, leitores amorzinhos, e também à minha parceira de tudo, Naiara Bacelar, que faz um trabalho perfeito no Pecadora Literária e fora dele também.
Beijinhos, amores! Adoro vocês!