Entrevista escrita: muitas emoções

Oi, meus amores queridos! Cheguei, cheguei!

Vocês estavam com saudades?

É bem verdade que eu tenho dado algumas sumidas durante a semana (procrastinador fazendo procrastinices. Esse é o meu eu de agora revirando os olhos), mas eu trago presentinhos.

Hoje teremos a entrevista da maravilhosa Louise Akaboshi, uma carioca de 24 anos e escritora de mão cheia. Além dessa entrevista incrível , como mimo para vocês, vou disponibilizar também, em um outro post, a entrevista da Deah Saints, outra autora amorzinho do meu gênero pimenta e chocolate.

Como podem ver, vai ser um dia divoso, com esse tanto de mulher perfeita estrelando. Vamos lá?

Luz… Brilho… Ação!

1) Acho que a primeira pergunta que vem à mente quando se inicia um diálogo com uma escritora é: “Como você começou?” Quando foi que você teve o estalo de que o mundo da escrita era um caminho a ser trilhado?

Tudo começou no final de 2016 quando conheci o wattpad. Eu sempre amei ler, mas nunca tinha pensado sobre estar do outro lado. Até que depois de ler inúmeras obras de autores iniciantes e que eram realmente boas, comecei a pensar sobre a hipótese de tentar. Apesar de nunca ter feito nada parecido, cheguei à conclusão que não custava nada dar esse primeiro passo. Se não desse certo, pelo menos eu teria a experiência. Pouco mais de três anos depois, fico feliz pela dose de coragem. Conquistei muito mais do que leitores e números, mas pessoas que irei levar para o resto da vida.


2) Pra você, qual o significado ser uma escritora brasileira do gênero Dark nos dias atuais? Qual o principal sentimento que você tem com relação a isso?

Ousadia, coragem e pura loucura.



3) Por qual motivo você escolheu esse gênero literário?

Num geral, aquilo que é sombrio, perigoso, nos traz curiosidade. E eu gosto muito de ler personagens que fogem do comum. Adoro ver as camadas na personalidade, os pontos de conflito, de dúvida, da quebra da moral. Porque eles nos fazem pensar, colocar as nossas próprias certezas e convicções em cheque. E essa é a beleza desse gênero. Ele te incomoda, faz refletir, e muitas vezes ficar do lado daqueles moralmente indefensáveis.



4) O que a literatura significa na sua vida?

Tudo.



5) Como autora do gênero dark, você costuma trazer à vida personagens complexos e profundos, muitas vezes com um passado sombrio que os fizeram ser quem são. O que você sente enquanto os cria? Como é esse processo?

Esse processo é um tanto engraçado comigo porque eu não os crio, por assim dizer, eles já vêm prontos. Só tenho que trazê-los à vida, no final.



6) Já criou algum personagem baseado em alguém real?

Ainda não.



7) Você fica apreensiva com os momentos tensos nas suas histórias?

Não sei se seria apreensão, mas ansiosa pra escrever o desenrolar de tudo.
Por saber o que vai acontecer, é uma animação extasiante escrever o clímax da trama.


8) Teve algum momento em que você precisou mudar alguma coisa nos seus livros por achar “pesado” demais, ou que não tomou a proporção que queria?

Não, não. Na verdade, já reescrevi cenas justamente para deixá-las mais pesadas rs.



9) Você possui uma rotina de escrita?

Não como gostaria ainda. Mas quero, pelo menos, escrever mil palavras por dia. Ter uma rotina é essencial pra tudo na vida, inclusive na escrita. Ajuda a evitar bloqueios, ajudar na criatividade, melhorar sua narrativa e mais um tanto de coisas.



10) É hora de escrever um novo livro com determinado tema ou plano de fundo, e isso geralmente envolve muito planejamento e pesquisas. Como funciona esse momento pra você?

Eu pesquiso bastante para não falar nada incorreto. Como autora, tenho consciência do meu papel, e de como escrever informações imprecisas é prejudicial. Então eu caio de cara. Leio artigos científicos, matérias, entrevistas, falo com especialistas da área. Tudo contribui e torna a obra mais completa e acurada.



11) Você ainda sente dificuldade para escrever? Qual o momento mais trabalhoso?

Às vezes, confesso. As ideias estão na cabeça, mas não consigo colocá-las do jeito que quero no papel. Então assisto série, leio alguma coisa, e então volto. E durante as madrugadas é onde me sinto mais inspirada (adeus sono). Por incrível que pareça, os momentos de tensão eu escrevo super rápido. Mas de tudo, os começos são o que me pegam.



12) Na maioria das vezes, escrever envolve muitos contratempos. Como você lida com eles?

Tento não me desesperar e entender que às vezes preciso dar um passo pra trás, respirar fundo, colocar as ideias em ordem e então voltar. Entendo que as coisas tem um tempo, então procuro não entrar num espiral de ansiedade e nervosismo. Já estive lá e é terrível.



13) Na hora de escolher os nomes para os personagens, você prefere nomes brasileiros ou internacionais?

Não tenho preferência, mas amo escolher nomes fortes. Fora que eu gosto de pesquisar o significado. Sou meio fissurada nisso.


14) Agora vem uma pergunta que quase todo mundo acha difícil: Qual o seu personagem favorito nas obras que você escreveu? Por quê?

Dylan. Ele é muito honesto em tudo que sente, não omite nada. E tem seu jeito todo particular de fazer e dizer as coisas. Mas é o coração que me conquista. Tenho um orgulho danado dele.



15) Se você pudesse ser algum personagem de algum livro seu, quem seria?

Ekaterina. Ela é uma das mulheres mais incríveis que já vi, além de ter ao seu lado o amor da minha vida, vulgo Dylan.



16) Grande parte do sentido do trabalho de um autor está nos leitores. São eles quem impulsionam e dão um retorno, na maioria das vezes. Qual é a sua relação com seus leitores? Eles opinam sobre o rumo que as histórias tomam?

Todo autor diz que tem os melhores leitores do mundo. E eu digo que tenho os melhores leitores do mundo HAHAHA.
Eu sou grata demais a cada um deles, se estou aqui hoje, eles têm muita responsabilidade. Porém, por mais que os ame loucamente, o rumo da história é um, independentemente do que queiram.



17) Qual a sensação de ter um livro publicado?

A melhor possível. É ter plena certeza que sonhos se realizam.



18) Você já sofreu preconceito por escrever romances dark? Se sim, de quem?

Até hoje não.



19) Você contou com o apoio da sua família na hora de escolher a profissão de escritora?

Tenho a impressão de que ainda não caiu a ficha deles de que essa é a minha profissão, mas o apoio pra escrever sempre foi incondicional. E me considero muito sortuda por isso.



20) Qual a sensação de concluir um livro e publicá-lo?

É uma explosão de sentimentos. Mas o alívio, satisfação e frenesi são muito fortes. O gosto de dever cumprido é incrível. Com certeza nada que senti na vida pode se comparar.



21) A maioria das autoras nacionais da atualidade publicaram suas obras de forma independente, até mesmo devido às crises editoriais que já viraram rotina no Brasil. Você optou por seguir essa linha? De que maneira você lidou com o lado burocrática dessa parte da escrita? Valeu a pena?

Antes da publicação independente na Amazon, recebi algumas propostas de editoras. E digo que, até agora, a melhor escolha que fiz foi continuar solo. São muitas variáveis e questões que nem sempre são vantajosas ao se deixar outro(s) tomarem a frente da sua obra. E quando a escrita é a sua única ou principal fonte de renda, é preciso analisar com calma cada número e vírgula. Por agora, está se provando a escolha acertada, o que não impede no futuro que eu publique por uma editora.



22) Qual a forma que você escolheu para divulgar as suas obras? Como você acha que os blogs, IG’s literários e outros meios impactam os novos leitores?

Como sou autora iniciante na Amazon, ainda não possuo uma base tão grande como tantos outros, mas tenho meninas maravilhosas do meu lado, de leitoras a autoras amigas que ajudam bastante. Então são várias mãozinhas nos grupos de Facebook e Instagram.
O trabalho dos IG’s são de importância vital. Os leitores, num geral, são muito influenciados por opiniões de terceiros, ainda mais quando se trata de livros que não conhecem. Então são os IG’s que fazem esse “meio de campo”. Eles têm um poder que os autores não são detentores, o que os transformam num pilar que faz o mundo literário ser tão abrangente.



23) Além do trabalho como escritora, você possui outra profissão? Quais são os seus hobbies?

Sou Técnica em Controle Ambiental, mas não exerço a profissão. Ao longo dos anos trabalhei em alguns lugares, mas hoje a escrita é a minha única ocupação.
Eu sou a louca dos esportes, então no meu tempo livre é quase certo de estar assistindo alguma coisa: futebol, tênis, vôlei, basquete, amo de tudo um pouco. Netflix é minha melhor amiga nas madrugadas e o Youtube no resto do tempo. E claro, livros; devoro-os sem moderação.



24) Quais novidades podemos esperar para o fim deste ano ou do próximo?

Um livro em parceria com uma leitora que virou irmã, uma comédia romântica com aquele mocinho e seu sorriso cafajeste que amamos tanto, e o lançamento do livro que todos os dias as leitoras me pedem haha Dylan vem aí para o bem da nação.



25) Pra finalizar essa entrevista, uma última pergunta: Que conselhos você daria para si mesma se pudesse voltar para o momento em que iniciou sua carreira como escritora?

Que apesar das frustrações e desânimo, vale a pena. Realizar nossos sonhos não é fácil, sempre requer uma dose de lágrimas, um pouco de desespero e o sentimento de que não vai dar certo, mas um caminho cheio de pedras não significa o fim da linha, mas que estamos na direção certa. Nos nossos dias ruins é a escrita que nos salva, então se agarre à ela. E não duvide de você, mesmo que os outros o façam. Você deve ser a primeira a amar a sua criação.

Aiii gente!!!! Me deu um quentinho no coração por ler essa entrevista tão gostosa e levinha.

Essa entrevista é resultado da parceria entre a Naiara Bacelar do blog Pecadora Literária, e eu. Confiram lá o blog dela, é simplesmente mara!

Obrigada por lerem até aqui, eu amo vocês!

Publicado por Alice Carvalho

Sou uma autora apaixonada por livros e músicas, e cheia de sonhos coloridos que ainda quero viver. Meu maior sonho é ser reconhecida pelas coisas que escrevo, e mudar , pelo menos um pouquinho, o mundo particular das pessoas.

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